O clima de disputa eleitoral em Mato Grosso atingiu seu ponto de ebulição na noite desta terça-feira (29). A menos de uma semana do pleito, que ocorre no próximo domingo (4), os postulantes ao governo estadual participaram de um debate decisivo na TV Centro América. O encontro foi marcado por trocas de acusações, defesa de propostas econômicas e promessas voltadas ao funcionalismo público.
O governador e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), a médica Doutora Natasha (PSD) e o senador Wellington Fagundes (PL) protagonizaram momentos de alta tensão. O formato do programa, com temas pré-definidos, forçou os candidatos a confrontarem suas visões sobre o futuro administrativo do estado em um cenário de reta final de campanha.
Divergências sobre incentivos fiscais e desenvolvimento
Um dos pontos centrais do debate girou em torno da política de incentivos fiscais. A candidata Doutora Natasha questionou a atual estratégia do governo, colocando o tema em pauta para confrontar Otaviano Pivetta. Em sua defesa, o atual governador argumentou que o acesso de empresários aos benefícios estaduais é o motor que impulsiona a geração de emprego e renda para a população mato-grossense.
Pivetta aproveitou o espaço para exaltar o legado da gestão iniciada por Mauro Mendes (UB), atual candidato ao Senado. Segundo o governador, o grupo político estabeleceu um staff técnico qualificado, focado na manutenção do equilíbrio fiscal como pilar para o desenvolvimento regional.
O impasse do transporte público e obras inacabadas
O debate sobre mobilidade urbana também ocupou lugar de destaque, com o tema BRT sendo sorteado para o senador Wellington Fagundes. Ao ser questionado sobre o modal, o parlamentar direcionou a pergunta à Doutora Natasha. A candidata não poupou críticas, classificando a mudança no sistema de transporte como um retrocesso para a mobilidade urbana local.
Na réplica, Wellington Fagundes evitou se aprofundar na polêmica do modal e focou em uma promessa de campanha recorrente: a conclusão de obras paralisadas. O senador comprometeu-se a priorizar a finalização de estruturas educacionais, como creches e escolas, caso seja eleito.
Promessas ao funcionalismo e troca de farpas
A gestão de pessoas e a valorização dos servidores públicos foram temas que elevaram o tom das discussões. Otaviano Pivetta questionou diretamente Wellington Fagundes sobre a viabilidade financeira do pagamento do RGA, sugerindo que a promessa poderia não ser cumprida.
Em resposta, o senador defendeu a criação de um cronograma rigoroso para o pagamento dos direitos da categoria. Wellington Fagundes aproveitou a oportunidade para pedir um “voto de protesto” dos servidores contra a atual gestão, intensificando a polarização entre os candidatos. Para conferir mais detalhes sobre o calendário eleitoral e as propostas dos candidatos, acesse o Tribunal Superior Eleitoral.
O Play Notícias News segue acompanhando de perto os desdobramentos da corrida eleitoral em Mato Grosso. Continue conosco para ler análises aprofundadas, coberturas em tempo real e informações essenciais para o seu voto consciente.
Mais sobre este assunto
Lula propõe bolsa de R$ 700 e poupança para universitários em eventual novo mandato
Abilio Brunini projeta instabilidade política e cita impeachment em caso de vitória de Lula
Vereadores de Cuiabá questionam manifestação pró-Lula ocorrida em São Paulo
Gusttavo Lima cobrou Daniel Vorcaro por atraso em negociação com o Will Bank