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Campanhas presidenciais somam quase R$ 160 milhões em gastos antes do primeiro turno

Candidatos à Presidência declaram R$ 159,9 milhões em gastos antes do 1º turno. Lula e Flávio Bolsonaro lideram ranking de despesas ao TSE.

Campanhas presidenciais somam quase R$ 160 milhões em gastos antes do primeiro turno
REUTERS / Tita Barros | Caio César / InfoMoney | REUTERS / Alexandre Meneghini / | REUTERS / Adriano Machado | Jean Carniel / R

Disputa financeira entre os líderes

Logo atrás, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece com R$ 62,9 milhões em despesas. O valor marca um incremento de R$ 6,8 milhões em relação aos dados apresentados pelo candidato em setembro. A cifra já corresponde a cerca de 70,69% do total gasto por Jair Bolsonaro na eleição de 2022, evidenciando o esforço do PL em manter a competitividade em uma disputa que, segundo as pesquisas, segue tecnicamente empatada.

Fora do eixo principal da polarização, o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), destaca-se como o terceiro candidato com maior investimento, totalizando R$ 22 milhões. Embora o montante seja expressivo, o cenário eleitoral aponta desafios para o candidato, que busca converter o investimento em uma fatia maior do eleitorado nas urnas.

Concentração de recursos em serviços

A análise das contas revela um padrão na aplicação dos recursos: a maior parte do capital está concentrada na categoria de “serviços prestados por terceiros”. Este item engloba desde consultorias estratégicas até a produção de material publicitário e jurídico, essenciais para a dinâmica das campanhas modernas.

No caso de Lula, 62% do total gasto foi direcionado a essa rubrica, somando R$ 40,7 milhões em 89 lançamentos. Já a campanha de Flávio Bolsonaro destinou R$ 41,7 milhões para a mesma finalidade, concentrados em 22 lançamentos, o que representa 66% de suas despesas totais.

Dívidas e compromissos financeiros

O alto volume de gastos não significa, necessariamente, desembolso imediato. Do total de R$ 159,9 milhões declarados, apenas R$ 96,1 milhões foram efetivamente pagos até o momento. Isso cria um cenário de “cofres negativos”, onde as campanhas acumulam compromissos financeiros a serem quitados após o pleito.

O presidente Lula lidera essa diferença, com um saldo de R$ 31,2 milhões ainda não pagos. Flávio Bolsonaro apresenta um balanço mais equilibrado, com R$ 22,6 milhões em pendências após ter quitado R$ 41,3 milhões. A gestão dessas dívidas de campanha é um fator crucial para as legendas, que precisam equilibrar a necessidade de visibilidade com a responsabilidade fiscal pós-eleitoral.

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