MATO GROSSO

Justiça proíbe propaganda eleitoral em igreja de Tangará da Serra

Justiça Eleitoral notifica igreja em Tangará da Serra após denúncia de propaganda política durante culto. Medida visa evitar abuso de poder.

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  • A Justiça Eleitoral de Mato Grosso interveio em um caso de suposta irregularidade durante o período de campanha.
  • O juiz eleitoral Ricardo Frazon Menegucci, da 19ª Zona Eleitoral, determinou a notificação preventiva da liderança da igreja IBN Shalon, localizada em…
  • A medida visa impedir que o templo seja utilizado como palanque para manifestações político-partidárias.Entenda a denúncia e a decisão judicialA ação foi…
Justiça proíbe propaganda eleitoral em igreja de Tangará da Serra
fachada TRE Tribunal Regional Eleitoral

A Justiça Eleitoral de Mato Grosso interveio em um caso de suposta irregularidade durante o período de campanha. O juiz eleitoral Ricardo Frazon Menegucci, da 19ª Zona Eleitoral, determinou a notificação preventiva da liderança da igreja IBN Shalon, localizada em Tangará da Serra, a 242 km de Cuiabá. A medida visa impedir que o templo seja utilizado como palanque para manifestações político-partidárias.

Entenda a denúncia e a decisão judicial

A ação foi motivada por uma denúncia registrada por meio do aplicativo Pardal, ferramenta utilizada pela Justiça Eleitoral para receber relatos de irregularidades. Segundo o documento, um pastor teria utilizado o púlpito da igreja para declarar apoio a um candidato à Presidência da República filiado ao Partido Liberal (PL), durante um culto realizado no dia 1º de outubro.

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O magistrado, ao analisar o caso em 6 de outubro, fundamentou sua decisão na legislação brasileira, que classifica templos religiosos como bens de uso comum. Por essa natureza jurídica, qualquer forma de propaganda eleitoral — seja a distribuição de panfletos ou o uso da palavra para promover ou desqualificar candidaturas — é estritamente proibida nesses espaços.

Medidas preventivas e limites da atuação

Como o evento relatado já havia ocorrido e não foram encontrados materiais físicos de campanha no local, o juiz optou por uma notificação preventiva. O objetivo é assegurar que a liderança da IBN Shalon esteja ciente das vedações legais e evite a reincidência da conduta durante o restante do pleito.

A decisão deixa claro que a manutenção de manifestações políticas no ambiente litúrgico pode acarretar sanções severas. O descumprimento da ordem pode levar a processos por ilícitos eleitorais e civis, além de abrir margem para a investigação do chamado abuso de poder religioso, uma tese jurídica que busca proteger a liberdade de voto dos fiéis contra pressões exercidas por lideranças em seus templos.

O papel do Ministério Público Eleitoral

Além da notificação aos responsáveis pela igreja, o Ministério Público Eleitoral foi formalmente comunicado sobre o episódio. O órgão terá a responsabilidade de avaliar se os fatos narrados configuram infrações que exigem medidas adicionais, como a abertura de ações de investigação judicial eleitoral.

A legislação eleitoral brasileira, detalhada pelo Tribunal Superior Eleitoral, busca garantir que o ambiente religioso permaneça neutro, preservando a autonomia dos eleitores. O procedimento em Tangará da Serra deve ser arquivado após o cumprimento das diligências determinadas pelo juízo local.

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