Jorginho Mello conquista reeleição para o governo de Santa Catarina no primeiro turno
Jorginho Mello (PL) é reeleito governador de Santa Catarina no primeiro turno com 68,31% dos votos válidos, consolidando sua gestão no estado.
A consolidação de uma gestão com alta aprovação
O desempenho nas urnas encontra eco nos indicadores de popularidade do governo. Levantamento realizado pelo Instituto Paraná Pesquisas, divulgado em 23 de setembro, apontava uma aprovação de 78% para a administração de Jorginho Mello. Esse índice elevado, contrastando com apenas 19,4% de desaprovação, serviu como um termômetro para a campanha, que manteve o favoritismo do candidato do PL ao longo de todo o período eleitoral.
A trajetória de Jorginho Mello, aos 70 anos, é marcada por uma longa vivência no setor público. Natural de Ibicaré, no Meio-Oeste catarinense, o governador possui formação em Estudos Sociais, Administração e Direito. Sua experiência profissional no antigo Banco do Estado de Santa Catarina (Besc) antecedeu uma carreira política que começou na Câmara de Vereadores de Herval d’Oeste, passando pela presidência da Assembleia Legislativa e pelo Congresso Nacional.
Articulações políticas e o tabuleiro eleitoral
A disputa de 2026 em Santa Catarina foi marcada por intensas movimentações partidárias e o rompimento de alianças históricas. A campanha de Jorginho Mello, que teve o ex-prefeito de Joinville Adriano Silva (Novo) como vice, contou com o apoio estratégico de Flávio Bolsonaro (PL), reforçando a identidade ideológica da chapa. Em contrapartida, o cenário apresentou outras duas forças relevantes.
João Rodrigues (PSD) articulou uma frente ampla que reuniu MDB, PP e União Brasil, com Carlos Chiodini (MDB) como vice, buscando um palanque ligado ao governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD). Já Gelson Merísio (PSB) representou a coligação alinhada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), congregando partidos como PDT, PCdoB, PV, PSOL e Rede. A fragmentação dessas forças, contudo, não foi suficiente para impedir a vitória de Mello no primeiro turno.
Dinâmica de campanha e mudanças de rota
O processo eleitoral não foi isento de tensões. A reorganização das chapas foi um dos pontos altos da disputa, com destaque para o rompimento do MDB com o governo estadual. Carlos Chiodini, que chegou a ser cotado para a vice de Jorginho, acabou por liderar a saída do partido da base aliada após a escolha de Adriano Silva para o posto. Além disso, as definições para as vagas ao Senado, com nomes como Carlos Bolsonaro e Caroline de Toni pelo PL, geraram atritos que reconfiguraram as alianças de legendas como PP e União Brasil.
Apesar das turbulências, a última pesquisa Quaest, publicada em 24 de setembro, já sinalizava a tendência de crescimento de Jorginho Mello, que saltou de 50% para 54% das intenções de voto em um mês. O resultado final das urnas confirmou a eficácia da estratégia do governador em manter sua base consolidada, superando a barreira dos 50% necessários para evitar o desgaste de um segundo turno.
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