O desfecho de um crime que chocou Mato Grosso
O Poder Judiciário de Mato Grosso marcou para o dia 18 de novembro, às 8h, o início do julgamento de um dos casos mais violentos registrados no estado nos últimos anos. A empresária Inês Gemilaki, seu filho, o médico Bruno Gemilaki Dal Poz, e o cunhado Eder Gonçalves Rodrigues sentarão no banco dos réus no Fórum de Sinop. Eles são acusados de protagonizar um ataque a tiros que resultou em duas mortes e deixou outras duas pessoas feridas durante uma confraternização familiar em Peixoto de Azevedo, em abril de 2024.
A decisão pela submissão do trio ao júri popular foi proferida pela juíza Giselda Regina Sobreira de Oliveira Andrade. A magistrada manteve a prisão preventiva dos envolvidos, reforçando a gravidade das acusações. O processo, que passou por diversas etapas de recursos das defesas, agora entra em sua fase final, onde caberá aos jurados decidir sobre a culpabilidade dos réus diante das provas apresentadas pelo Ministério Público.
A dinâmica do ataque registrada em vídeo
O crime, ocorrido no dia 21 de abril, ganhou repercussão nacional após a divulgação de imagens capturadas por câmeras de segurança da residência de Erneci Afonso Lavall. O registro mostra o momento em que Inês e Bruno invadem o imóvel pelos fundos, armados, efetuando disparos contra os presentes. A denúncia aponta que Eder Gonçalves Rodrigues atuou como suporte logístico para a execução da ação criminosa.
As vítimas fatais foram identificadas como Pilso Pereira da Cruz e Rui Luiz Bogo. O proprietário da casa, Erneci, e José Roberto Domingos foram atingidos pelos disparos, mas sobreviveram aos ferimentos. A motivação do crime, segundo as investigações conduzidas pela Polícia Civil de Mato Grosso, estaria ligada a uma disputa financeira envolvendo o aluguel de um imóvel, versão que é contestada pelas defesas dos acusados, que alegam um histórico de conflitos e ameaças mútuas entre as partes.
Logística e regras para o julgamento
O julgamento será realizado em Sinop, cidade localizada a cerca de 500 quilômetros de Cuiabá. Devido à alta expectativa pública e ao interesse da imprensa, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso estabeleceu protocolos rígidos para o acesso ao plenário, que possui capacidade limitada para 60 pessoas. O credenciamento para profissionais de comunicação encerra-se no dia 16 de novembro, com restrições severas ao uso de equipamentos eletrônicos.
Para garantir a ordem e a integridade dos trabalhos, a juíza proibiu a entrada de celulares, notebooks e gravadores por pessoas que não estejam diretamente envolvidas no rito processual. A captação oficial de áudio e vídeo será centralizada pela Assessoria de Imprensa do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, que disponibilizará o material posteriormente. Os réus responderão por dois homicídios e duas tentativas de homicídio, sob a acusação de motivo fútil e uso de recurso que dificultou a defesa das vítimas.
O Play Notícias News continuará acompanhando todos os desdobramentos deste caso, trazendo informações precisas e atualizadas sobre o desenrolar do júri. Siga conosco para se manter informado sobre os fatos que impactam a sociedade e a justiça brasileira.
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