MATO GROSSO

Justiça decreta prisão preventiva de policial militar após homicídio em boate de Mato Grosso

Justiça decreta prisão preventiva de policial militar envolvido na morte de homem em casa noturna de Tangará da Serra, em Mato Grosso.

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  • A Justiça de Mato Grosso converteu em prisão preventiva a detenção do cabo da Polícia Militar Mayko Aparecido de Souza Almeida, investigado…
  • O crime ocorreu na madrugada do último domingo (11), dentro de uma casa noturna localizada em Tangará da Serra, município situado a…
  • A decisão foi proferida pelo juiz plantonista Vagner Dupim Dias durante audiência de custódia realizada na segunda-feira (12).
Justiça decreta prisão preventiva de policial militar após homicídio em boate de Mato Grosso
Reprodução / rdnews.com.br

A Justiça de Mato Grosso converteu em prisão preventiva a detenção do cabo da Polícia Militar Mayko Aparecido de Souza Almeida, investigado pela morte de Alexandre Bruno Alves Gomes, de 31 anos. O crime ocorreu na madrugada do último domingo (11), dentro de uma casa noturna localizada em Tangará da Serra, município situado a 242 km de Cuiabá. A decisão foi proferida pelo juiz plantonista Vagner Dupim Dias durante audiência de custódia realizada na segunda-feira (12).

Dinâmica do crime e a tese de legítima defesa

Segundo os registros do caso, o desentendimento entre o policial e a vítima teve início por volta das 03h30. Relatos indicam que, após uma discussão, Alexandre teria avançado contra o militar. Em resposta, Mayko sacou sua arma funcional, uma pistola Glock calibre 9 milímetros, e efetuou dois disparos que atingiram a vítima, que não resistiu aos ferimentos e faleceu no local.

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Em seu depoimento, o cabo alegou ter agido em legítima defesa. Ele sustentou que foi alvo de provocações e agressões físicas, incluindo o arremesso de um copo de bebida por frequentadores do estabelecimento. O militar afirmou que decidiu deixar o local para evitar uma escalada na violência, mas que foi novamente abordado pela vítima antes de efetuar os disparos.

Decisão judicial e a análise do flagrante

Embora o juiz Vagner Dupim Dias tenha considerado ilegal a prisão em flagrante registrada pela Polícia Civil — devido ao intervalo de 13 horas entre o crime e a apresentação voluntária do suspeito no 19º Batalhão da Polícia Militar —, a liberdade não foi concedida. O magistrado acolheu os pedidos da Polícia Civil e do Ministério Público Estadual (MPE), convertendo a custódia em prisão preventiva.

A fundamentação da decisão baseia-se na garantia da ordem pública e na necessidade de assegurar a instrução criminal. O juiz pontuou que a tese de legítima defesa apresentada pelo cabo não encontra respaldo imediato nas provas colhidas até o momento. O magistrado destacou o depoimento de uma testemunha presencial, que descreveu apenas empurrões mútuos antes dos tiros, contradizendo a versão do policial.

Responsabilidade e o uso progressivo da força

Um dos pontos centrais da decisão judicial foi a desproporcionalidade do uso de arma de fogo em um ambiente fechado e com grande circulação de pessoas. O juiz ressaltou que, na condição de agente público, o militar possui treinamento específico para o uso progressivo da força e deveria ter buscado a contenção pacífica do conflito, em vez de recorrer ao armamento letal.

Além disso, o magistrado levou em conta o temor manifestado por testemunhas quanto a possíveis represálias. Como medida para esclarecer os fatos, foi determinado um prazo de 24 horas para que a Polícia Civil anexe aos autos as imagens das câmeras de segurança da casa noturna. Por prerrogativa de sua função, o cabo permanecerá detido em uma unidade da Polícia Militar, à disposição da Justiça.

A Polícia Militar de Mato Grosso (PMMT) informou, por meio de nota oficial, que instaurou um procedimento administrativo na Corregedoria-Geral para apurar a conduta do cabo. A instituição reiterou que não compactua com abusos de autoridade ou qualquer forma de violência cometida por seus integrantes, reafirmando seu compromisso com a legalidade e a transparência. Para acompanhar o desenrolar deste e de outros desdobramentos sobre a segurança pública no estado, continue conectado ao Play Notícias News, onde mantemos nosso compromisso com a informação apurada e o jornalismo de qualidade.

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