MATO GROSSO

Justiça decreta prisão preventiva de policial militar após morte em boate de Tangará da Serra

Justiça decreta prisão preventiva de policial militar acusado de matar homem em boate de Tangará da Serra após discussão; entenda o caso.

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  • A Justiça de Mato Grosso determinou a prisão preventiva do cabo da Polícia Militar Mayko Aparecido de Souza Almeida.
  • A decisão foi proferida pelo juiz Vagner Dupim Dias, durante audiência de custódia realizada na segunda-feira (12), em Tangará da Serra, município…
  • O agente é investigado pela morte de Alexandre Bruno Alves Gomes, ocorrida na madrugada do último domingo (11), dentro de um estabelecimento…
Justiça decreta prisão preventiva de policial militar após morte em boate de Tangará da Serra
Reprodução / reportermt.com

A Justiça de Mato Grosso determinou a prisão preventiva do cabo da Polícia Militar Mayko Aparecido de Souza Almeida. A decisão foi proferida pelo juiz Vagner Dupim Dias, durante audiência de custódia realizada na segunda-feira (12), em Tangará da Serra, município localizado a 242 km de Cuiabá. O agente é investigado pela morte de Alexandre Bruno Alves Gomes, ocorrida na madrugada do último domingo (11), dentro de um estabelecimento comercial conhecido como Club Dançante Brutos.

Contexto da ocorrência e a versão da defesa

De acordo com os relatos registrados nos autos, o crime aconteceu após um desentendimento entre o policial e a vítima no interior da boate. Testemunhas que presenciaram a confusão afirmaram que houve uma breve troca de empurrões entre ambos. Na sequência, o cabo teria se afastado e efetuado dois disparos de arma de fogo contra Alexandre, que não resistiu aos ferimentos e faleceu no local.

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Em seu depoimento, o policial militar alegou ter agido em legítima defesa. Ele sustentou que se sentiu ameaçado por indivíduos que, segundo ele, seriam integrantes de uma facção criminosa. O cabo relatou ainda que, durante o tumulto, foi empurrado e atingido por um copo arremessado contra seu corpo, o que teria motivado o receio por sua integridade física e a de terceiros presentes no ambiente. Após o episódio, o militar deixou o local e apresentou-se posteriormente às autoridades acompanhado de orientação jurídica.

Análise judicial e a questão da proporcionalidade

Ao analisar o caso, o magistrado Vagner Dupim Dias destacou a falta de provas, até o momento, que corroborassem a versão do policial sobre o arremesso do copo ou a existência de uma arma com a vítima. O juiz enfatizou que a desproporcionalidade entre a altercação física inicial — descrita apenas como empurrões — e a resposta letal com disparos de arma de fogo inviabiliza, neste estágio processual, o reconhecimento da excludente de ilicitude por legítima defesa.

Um ponto central na fundamentação da decisão foi a qualificação profissional do acusado. Com 12 anos de carreira na Polícia Militar e formação superior em Tecnologia de Segurança, o cabo é um agente treinado para gerenciar conflitos e aplicar o uso progressivo da força. Segundo o magistrado, espera-se de um profissional com tal preparo uma capacidade superior de contenção e discernimento em situações de estresse, o que não foi observado no caso.

Risco às investigações e garantias processuais

Além da gravidade do fato, o juiz considerou o risco que a liberdade do acusado poderia representar para o curso das investigações. Uma testemunha ocular do crime afirmou conhecer o policial e relatou ter sofrido agressões por parte dele em ocasiões anteriores. Embora a veracidade dessas alegações ainda dependa de apuração, o magistrado pontuou que o receio de represálias manifestado pela testemunha é um fator relevante para a manutenção da custódia.

Diante do cenário, a Justiça entendeu que medidas cautelares diversas da prisão, como o afastamento das funções, a suspensão do porte de arma ou o monitoramento eletrônico, seriam insuficientes para garantir a ordem pública e a integridade da instrução processual. O caso segue sob investigação das autoridades competentes para esclarecer todos os detalhes da dinâmica do crime. Para acompanhar o desdobramento deste e de outros casos relevantes em Mato Grosso, continue lendo o Play Notícias News, seu portal de referência em informação atualizada e compromisso com o jornalismo de qualidade.

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