O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) formalizou, nesta quarta-feira (07), a denúncia contra Hercílio Junio Freitas Cordeiro, apontado como o responsável por um grave acidente que resultou na morte de Paulo Messias Simão Costa, de 23 anos. O caso, que chocou a capital mato-grossense, ocorreu na madrugada de 30 de agosto de 2026, na Avenida Isaac Póvoas, em Cuiabá.
Dinâmica do acidente e a denúncia do Ministério Público
Segundo a peça acusatória assinada pela promotora de Justiça Élide Manzini de Campos, da 2ª Promotoria de Justiça Criminal da Capital, o denunciado conduzia uma BMW sob efeito de álcool e sem possuir Carteira Nacional de Habilitação (CNH). O órgão ministerial sustenta que o motorista assumiu o risco de produzir resultados letais ao trafegar em velocidade muito superior à permitida na via.
A sequência de eventos narrada pelo MP descreve que o primeiro impacto ocorreu no cruzamento da Avenida Isaac Póvoas com a Avenida Presidente Marques. Na ocasião, o veículo atingiu a traseira de uma motocicleta que aguardava o sinal vermelho. O condutor da moto, identificado apenas pelas iniciais G. N. M., sofreu lesões, mas sobreviveu. Após a colisão inicial, o motorista da BMW evadiu-se do local sem prestar qualquer socorro às vítimas.
Velocidade excessiva e desfecho trágico
A investigação aponta que, na tentativa de fugir da responsabilização pelo primeiro acidente, o denunciado acelerou o veículo de forma imprudente. Equipamentos eletrônicos registraram a BMW trafegando a 177 km/h em um trecho onde o limite máximo é de 50 km/h. Cerca de 700 metros após a primeira colisão, o veículo atingiu a motocicleta de Paulo Messias Simão Costa, que não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
Depoimentos colhidos durante a apuração indicam que o acusado havia consumido bebidas alcoólicas em uma casa noturna antes de assumir a direção. Testemunhas relataram que ele apresentava sinais visíveis de embriaguez e comportamento agressivo. Após o segundo acidente, o motorista abandonou o automóvel e permaneceu foragido até se apresentar às autoridades policiais dias depois.
Qualificadoras e pedidos judiciais
A promotoria argumenta que os crimes foram praticados mediante recurso que dificultou a defesa das vítimas, uma vez que ambas trafegavam regularmente e foram surpreendidas por trás. Para o caso de Paulo Messias, o MPMT incluiu as qualificadoras de perigo comum e de homicídio praticado para assegurar a impunidade de um crime anterior.
Além de requerer que o acusado seja submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri, o Ministério Público solicitou a fixação de um valor mínimo de R$ 1 milhão para a reparação dos danos causados às vítimas e seus familiares. O órgão também pede a inabilitação definitiva do denunciado para dirigir veículos automotores. Para mais informações sobre o desdobramento deste caso e outros fatos relevantes da região, continue acompanhando o Play Notícias News, seu portal de compromisso com a informação de qualidade.
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