O candidato a deputado federal Nilson Leitão (PP) iniciou uma mobilização estratégica nas redes sociais com o objetivo de engajar a população na fiscalização do processo eleitoral em Mato Grosso. A campanha, lançada nesta quarta-feira (30), busca coibir práticas ilícitas que comprometem a lisura do pleito, como a compra de votos e o abuso de poder econômico, fenômenos que historicamente ameaçam o equilíbrio democrático nas disputas regionais.
Motivação e denúncias de irregularidades
A iniciativa surgiu após a equipe jurídica e a coordenação de campanha de Leitão receberem relatos sobre o possível uso indevido de funcionários públicos. Segundo as informações apuradas, servidores estariam sendo desviados de suas funções originais para atuar na distribuição de benefícios em cidades-polo do estado, uma prática que, se comprovada, configura grave violação da legislação eleitoral.
Diante desse cenário, o movimento, intitulado Mato Grosso Combate o Crime Eleitoral, busca transformar o eleitor em um fiscal ativo. A ideia é que a vigilância popular ocorra não apenas nos dias que antecedem a votação, mas também durante todo o domingo de eleição, garantindo que a vontade das urnas seja preservada de interferências externas.
O que configura crime eleitoral
Para orientar a população, a equipe jurídica do candidato elaborou um guia didático sobre os limites da lei. O material esclarece que a compra de votos vai muito além da entrega direta de dinheiro. A promessa ou o oferecimento de cestas básicas, combustíveis, materiais de construção, vagas de emprego ou até o pagamento de contas pessoais são condutas vedadas e passíveis de punição severa.
É importante destacar que a legislação prevê a corresponsabilidade: o eleitor que solicita ou aceita qualquer vantagem indevida também pode responder judicialmente. Além disso, a campanha alerta que candidatos não podem se eximir de responsabilidade alegando que as ações foram cometidas por cabos eleitorais. A comprovação de ciência, participação ou autorização prévia é suficiente para que o postulante sofra sanções, incluindo a cassação do registro ou diploma.
Uso da tecnologia como ferramenta de denúncia
A era digital facilitou o papel do cidadão como agente fiscalizador. A campanha incentiva o uso de celulares para registrar evidências de irregularidades. Prints de conversas em aplicativos, áudios, fotos e vídeos são considerados elementos probatórios valiosos para instruir representações junto à Justiça Eleitoral. Essas denúncias podem ser formalizadas até a data da diplomação dos eleitos.
Para garantir que as informações cheguem aos órgãos competentes, foram disponibilizados canais de comunicação. Além do comitê de campanha, que recebe denúncias pelo número (66) 99264-5141, o eleitor pode recorrer à Ouvidoria oficial do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), através do telefone 0800 647-8191.
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