A reta final da corrida presidencial de 2026 é marcada por um cenário de acirramento na disputa entre os principais candidatos ao Palácio do Planalto. Divulgada neste sábado, a nova pesquisa de intenção de votos do instituto Gerp coloca os candidatos em situação de empate técnico, refletindo a polarização do eleitorado brasileiro na véspera do segundo turno da eleição presidencial.
De acordo com o levantamento, o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 52% dos votos válidos, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra 48%. Como a margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, os números configuram empate técnico no limite estatístico, demonstrando que a definição do pleito permanece aberta até o momento da abertura das urnas.
Oscilações e movimentações na reta final
Na comparação com o levantamento anterior, divulgado em 21 de outubro, o cenário manteve-se bastante estável, com pequenas variações dentro da margem permitida. Flávio Bolsonaro oscilou um ponto para baixo, passando de 53% para 52% dos votos válidos, ao passo que Lula registrou uma leve alta, indo de 47% para 48%. Com esses movimentos, a distância numérica entre os dois postulantes ao cargo máximo do Executivo federal foi reduzida de seis para quatro pontos percentuais.
Ao analisar o universo total de entrevistados, que inclui os votos brancos, nulos e os eleitores indecisos, o cenário aponta 49% para Flávio Bolsonaro e 46% para Lula. O levantamento também mapeou que 3% dos entrevistados não souberam ou não quiseram responder, enquanto 1% afirmou que pretende anular o voto ou não escolher nenhum dos nomes colocados na disputa nacional.
Desempenho regional e o mapa do eleitorado
O comportamento do eleitorado brasileiro demonstra fortes divisões geográficas, com redutos de maior densidade para cada um dos candidatos. O Centro-Oeste, região que engloba o estado de Mato Grosso, destaca-se como o principal polo de apoio ao senador Flávio Bolsonaro, onde ele alcança 71% dos votos válidos, contra 29% registrados por Lula.
O candidato do PL também mantém vantagem expressiva na região Sul, marcando 65% diante de 35% do adversário. Por outro lado, Lula mantém sua tradicional força política no Nordeste, onde obtém 60% da preferência do eleitorado local, superando os 40% de seu principal concorrente. Nas regiões Norte e Sudeste, os números apresentam variações locais que mantêm o cenário competitivo, com divisões estreitas em alguns estados.
Metodologia e o peso da rejeição
Além da preferência direta nas urnas, o levantamento mediu o índice de rejeição dos candidatos, fator considerado crucial por estrategistas políticos na reta decisiva da campanha. Lula foi apontado por 48% dos entrevistados como o nome em quem não votariam de jeito nenhum, enquanto Flávio Bolsonaro foi citado por 45% com a mesma restrição, mantendo ambos em patamares próximos de rejeição.
A coleta de dados foi realizada pela Gerp entre os dias 22 e 24 de outubro, ouvindo um total de 2.400 eleitores por meio de ligações telefônicas. O estudo, financiado com recursos próprios do instituto, possui nível de confiança estimado em 95,55% e encontra-se devidamente registrado perante o Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-09327/2026.
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