A véspera do segundo turno termina com um retrato bastante consistente entre as principais pesquisas publicadas neste sábado. O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece numericamente à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas as diferenças são pequenas e, na maior parte dos levantamentos, estão dentro das respectivas margens de erro.
Nos votos válidos, Flávio marca 51% no Datafolha e na Quaest, 50,8% na AtlasIntel/Bloomberg, 50,7% na CNT/MDA e 52% na Gerp. Lula aparece, respectivamente, com 49%, 49%, 49,2%, 49,3% e 48%. O conjunto das pesquisas mostra, portanto, uma eleição concentrada em uma faixa estreita, com distâncias que variam conforme a metodologia de cada instituto.
Dados dos principais institutos de pesquisa
A última pesquisa Datafolha antes das urnas mostra Flávio com 51% dos votos válidos e Lula, com 49%. Na quinta-feira, os dois apareciam empatados em 50% a 50%, considerando os números arredondados. No começo do segundo turno, Flávio chegou a registrar 52%, contra 48% do adversário.
A Quaest chegou ao mesmo placar entre os votos válidos: Flávio com 51% e Lula com 49%. Nos votos totais, a distância é de apenas um ponto, com 46% para o senador e 45% para o presidente. Brancos, nulos e eleitores que dizem que não irão votar somam 8%, enquanto 1% permanece indeciso.
Já a AtlasIntel/Bloomberg apresenta uma das menores distâncias da rodada final, com Flávio tendo 50,8% dos votos válidos e Lula registrando 49,2%. A série da Atlas mostra uma aproximação importante desde o início do segundo turno, impulsionada em parte pela melhora nos indicadores de avaliação do governo federal.
Disputa acirrada e o fator abstenção
A CNT/MDA mostrou a menor distância entre os candidatos entre os levantamentos divulgados, apontando Flávio com 50,7% dos votos válidos e Lula com 49,3%, configurando um cenário de estabilidade técnica. Por outro lado, a Gerp encontrou a maior diferença da rodada, com 52% para o senador e 48% para o atual chefe do Executivo.
As metodologias, períodos de coleta e tamanhos de amostra variam entre os institutos, mas há convergência em relação ao estreitamento da disputa nas semanas finais. Com margens estreitas e eleitorado amplamente consolidado, a mobilização das bases e o controle da abstenção tornam-se elementos decisivos.
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