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Petróleo brent atinge US$ 116 e alcança maior patamar desde abril em meio a escalada de tensões entre EUA e Irã

Petróleo brent atinge US$ 116 e alcança maior patamar desde abril com escalada de tensões entre EUA e Irã nos mercados.

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  • Os contratos futuros do petróleo registraram forte alta nesta sexta-feira, 23, impulsionados pela reescalada das tensões geopolíticas no Oriente Médio.
  • O avanço levou a commodity aos maiores patamares desde o mês de abril, refletindo a apreensão dos mercados internacionais diante da iminência…
  • O contrato com vencimento em janeiro também acompanhou o movimento positivo, registrando avanço de 2,80% e fechando cotado a US$ 111,70 o…
Petróleo brent atinge US$ 116 e alcança maior patamar desde abril em meio a escalada de tensões entre EUA e Irã
Reuters

Os contratos futuros do petróleo registraram forte alta nesta sexta-feira, 23, impulsionados pela reescalada das tensões geopolíticas no Oriente Médio. O avanço levou a commodity aos maiores patamares desde o mês de abril, refletindo a apreensão dos mercados internacionais diante da iminência de novos conflitos na região produtora.

A instabilidade foi intensificada por confrontos contínuos e alertas diplomáticos severos, criando um cenário de incerteza profunda para o suprimento global de energia e forçando investidores a reavaliarem posições estratégicas nas principais bolsas de negociação do mundo.

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Reação nos mercados internacionais de energia

Negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), o petróleo Brent para dezembro encerrou o pregão com alta expressiva de 3,13%, alcançando a marca de US$ 116,72 o barril. O contrato com vencimento em janeiro também acompanhou o movimento positivo, registrando avanço de 2,80% e fechando cotado a US$ 111,70 o barril.

No mercado estadunidense, o petróleo WTI para dezembro subiu 3,82%, atingindo US$ 103,27 o barril na Nymex. No balanço semanal, os contratos de referência acumularam ganhos expressivos de 6,24% para o Brent e de 4,29% para o WTI, evidenciando a volatilidade que tem marcado o setor nos últimos dias.

Ameaças e alertas no Oriente Médio

O movimento de alta nos preços reflete diretamente as ameaças recentes emitidas por Teerã. O governo iraniano sinalizou que, caso os Estados Unidos e Israel retomem campanhas aéreas em seu território, responderá com ações direcionadas não apenas a bases militares, mas também a infraestruturas civis críticas, como aeroportos e oleodutos em nações vizinhas no Golfo Pérsico.

Em paralelo, a intensificação dos choques entre houthis e a Arábia Saudita levou autoridades americanas a adotarem medidas preventivas. Washington ordenou a retirada imediata de funcionários governamentais não essenciais e de seus familiares do território saudita, aumentando a percepção de risco sistêmico.

Medidas de controle e análises de mercado

Diante do temor de desabastecimento e das perdas recentes de estoques, o Departamento de Energia dos EUA (DoE) autorizou a emissão de propostas para a liberação de barris da Reserva Estratégica de Petróleo (SPR). O objetivo da medida governamental é tentar conter a volatilidade e estabilizar o fornecimento de combustíveis a curto prazo.

Especialistas do ING apontam que o patamar atual da commodity é sustentado predominantemente pelo prêmio de risco geopolítico, superando os fundamentos tradicionais de oferta e demanda. Projeções anteriores que indicavam uma cotação mais branda para o final do ano foram descartadas diante da persistência do cenário de hostilidades.

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