Representatividade em alta: Congresso elege bancada feminina recorde
Congresso terá a maior bancada feminina da história com 108 deputadas e 12 senadoras eleitas, marcando um avanço na representatividade política.
Crescimento expressivo na Câmara dos Deputados
A Câmara dos Deputados também apresenta números ascendentes. Com 108 mulheres eleitas, a Casa registra um crescimento de aproximadamente 20% em comparação ao pleito anterior. A trajetória histórica mostra uma evolução constante: de 45 eleitas em 2006 e 2010, o número subiu para 51 em 2014, saltou para 77 em 2018 e alcançou 91 em 2022. Agora, a nova marca de 108 parlamentares reafirma a tendência de alta.
Apesar do avanço, a disparidade de gênero permanece um desafio estrutural. Dos 513 assentos na Câmara, 404 serão ocupados por homens, mantendo a maioria masculina na composição da Casa. A representatividade, contudo, é um ponto central no debate sobre a legitimidade do Legislativo, especialmente quando se considera que, segundo dados do Censo 2022 do IBGE, as mulheres compõem 51,5% da população brasileira.
Distribuição regional e forças partidárias
A distribuição geográfica das eleitas para a Câmara revela disparidades regionais. O Sudeste e o Nordeste lideram o ranking de representatividade, com 39 e 32 deputadas eleitas, respectivamente. Em contrapartida, o cenário aponta para uma ausência de representação feminina em estados como Distrito Federal, Piauí e Roraima, que não elegeram mulheres para a Câmara nesta rodada.
No campo partidário, a configuração das bancadas também reflete as novas forças políticas. O PL, que consolidou sua posição como um dos principais vencedores do pleito, elegeu três senadoras: Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, pelo Distrito Federal, e Carol de Tino, por Santa Catarina. O PT elegeu duas, Marília Campos e Samanda de Lula. Outras legendas, como Republicanos, PSDB, Podemos, Rede, União Brasil, PDT e MDB, também garantiram a presença de uma mulher cada no Senado.
A composição do Senado a partir de 2027 contará com 18 mulheres entre os 81 parlamentares, um aumento em relação às 15 da legislatura atual. Vale ressaltar que a configuração final ainda pode sofrer alterações, como no caso da senadora Professora Dorinha, do Tocantins, que disputa o segundo turno para o governo estadual em 25 de outubro e, caso vença, abrirá espaço para suplentes.
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