O deputado estadual reeleito Dr. João (MDB) admitiu, em entrevista concedida nesta quarta-feira (7), que a coligação firmada entre o seu partido e o PL não alcançou os resultados esperados, classificando a estratégia como um equívoco político. O parlamentar ponderou que, embora a aliança tenha sido desenhada sob a expectativa de sucesso, o desfecho eleitoral revelou um cenário de desgaste e insatisfação interna.
Expectativa versus realidade nas urnas
Segundo o emedebista, a decisão de unir as legendas foi tomada com base em projeções favoráveis, que na época apontavam o grupo em posições de destaque nas pesquisas de intenção de voto em todo o estado de Mato Grosso. O deputado ressaltou que, no momento da articulação, havia um consenso entre as lideranças sobre a viabilidade da chapa.
“Quando foi coligar, existiu uma ideia. Depois que aconteceu, a gente vê que não foi uma boa ideia, né? Mas antes todo mundo achava que era uma boa ideia, estava em primeiro lugar das pesquisas no Estado inteiro. No fundo, nós vimos que não foi legal. Mas quem sabia antes? Se soubesse não teria feito”, afirmou o deputado durante a entrevista.
Impactos da coligação no cenário político
A aliança, que teve como principais entusiastas o senador Wellington Fagundes (PL) e a deputada Janaina Riva (MDB), acabou enfrentando dificuldades severas durante o pleito. A derrota de ambos — Fagundes na disputa pelo governo e Riva na corrida ao Senado — evidenciou a fragilidade da estratégia adotada pelos partidos.
O processo eleitoral também expôs divisões internas profundas. Enquanto o senador Wellington Fagundes enfrentou um isolamento político crescente, viu parte de sua base, especialmente lideranças alinhadas ao bolsonarismo, migrar o apoio para o governador reeleito Otaviano Pivetta (Republicanos). Paralelamente, a campanha foi marcada por tensões públicas entre Janaina Riva e o deputado federal José Medeiros (PL), que saiu vitorioso na disputa por uma vaga no Senado.
O reconhecimento do erro por parte de uma figura expressiva do MDB reflete o clima de reavaliação que toma conta dos bastidores da política estadual após o encerramento do ciclo eleitoral. O caso serve como exemplo de como alianças pragmáticas podem sofrer com a volatilidade do eleitorado e com a falta de coesão entre os grupos aliados.
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