Em meio à reta final da campanha eleitoral, a candidata ao Senado Janaina Riva (MDB) utilizou uma coletiva de imprensa nesta quarta-feira (30) para dissipar especulações sobre seus planos políticos a longo prazo. A parlamentar foi enfática ao assegurar que, caso saia vitoriosa das urnas, pretende cumprir a integralidade do seu mandato de oito anos na Câmara Alta, afastando rumores de que utilizaria o cargo como um trampolim para uma candidatura ao Governo de Mato Grosso em 2030.
“Eu não vou deixar o meu mandato ao Senado. Eu vou cumprir os meus oito anos como senadora e orgulhar o voto dos mato-grossenses que me levaram até lá”, declarou a candidata. A fala busca transmitir segurança ao eleitorado, reforçando a imagem de compromisso com a representação do estado em Brasília, em um cenário onde o abandono de mandatos para novas disputas eleitorais costuma gerar desgaste junto à opinião pública.
Aposta no nome de Max Russi para o futuro
Ao abordar o futuro do grupo político que lidera, Janaina Riva apontou o atual presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Max Russi (Podemos), como o nome natural para a sucessão estadual daqui a seis anos. Segundo a emedebista, o deputado já possuía densidade política para pleitear o Palácio Paiaguás no atual ciclo eleitoral, mas o foco agora se volta para a construção de uma candidatura sólida a longo prazo.
“Na minha opinião, o candidato a governador nessa eleição deveria ter sido o Max Russi”, pontuou. A aliança entre o MDB e o Podemos, que sustenta a candidatura de Janaina, é vista como o pilar fundamental para essa articulação futura. A senadora ressaltou que, embora o nome de Russi seja o foco do grupo para o Executivo estadual em 2030, a prioridade imediata permanece o sucesso nas eleições atuais.
Foco no presente e estratégia de grupo
A declaração de Janaina Riva também serve como uma resposta direta a críticas sobre a volatilidade de projetos políticos. Ao colocar o mandato de oito anos como um compromisso inegociável, a candidata tenta se distanciar de figuras que, historicamente, deixam cargos legislativos antes do prazo final para buscar novos postos no Poder Executivo.
Apesar de antecipar o cenário de 2030, a candidata reforçou a cautela necessária diante do calendário eleitoral. “Agora está tão longe para isso. Primeiro, precisamos ganhar essas eleições”, concluiu. O movimento de antecipar o apoio a Max Russi funciona, estrategicamente, para consolidar a base aliada e manter o grupo coeso, evitando dispersões ou disputas internas precoces que poderiam prejudicar o desempenho do bloco nas urnas.
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