A corrida pelo comando da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) para o próximo biênio já movimenta os bastidores do Legislativo estadual. O atual presidente da Casa, deputado estadual Max Russi (Podemos), confirmou oficialmente sua intenção de buscar a recondução ao cargo. A decisão ocorre em um cenário de reconfiguração de forças políticas, onde o peso das bancadas partidárias dita o ritmo das negociações para a composição da nova Mesa Diretora.
Articulação política e a força do Podemos
Max Russi, que consolidou sua liderança ao ser o parlamentar mais votado do estado com 86.934 votos, fundamenta sua candidatura na expressiva representatividade de seu partido. O Podemos garantiu a maior bancada na Assembleia, ocupando seis das 24 cadeiras disponíveis. Além de Russi, a legenda conta com nomes como Ulysses Moraes, Beto Dois a Um, Alessandra Ferreira, Fabinho Tardin e Adelcino Lopo.
Ao comentar sobre a concorrência, o parlamentar adotou uma postura de serenidade, tratando o movimento como parte natural do processo democrático. “Eu vou colocar o meu nome. Nós temos seis deputados, pertencemos à maior bancada, acho que é legítimo isso. E se os deputados entenderem que eu fiz um bom mandato, que eu tenho condições de continuar, eu tenho certeza que eu serei eleito”, afirmou Russi, reforçando que a decisão final caberá ao plenário.
O papel das bancadas do Republicanos e do PL
Apesar da hegemonia do Podemos, outras legendas buscam protagonismo na estrutura de poder da Casa. O Republicanos, que elegeu quatro deputados, projeta uma atuação estratégica. Diego Guimarães, o mais votado de sua sigla com 40.482 votos, enfatiza que o partido, por ser a base de apoio do governador, possui legitimidade para reivindicar postos-chave.
“O Republicanos não só quer como merece esse espaço, principalmente aqui dentro da casa. É a segunda maior bancada, é o partido do governador. O partido vai pleitear todos os espaços aqui dentro, seja na Mesa Diretora, seja nas comissões e dentro do governo”, pontuou Guimarães. A estratégia do grupo é garantir que a relevância política do partido se traduza em cargos de comando.
Disputa por espaços na Mesa Diretora
O Partido Liberal (PL) também se apresenta como um ator central na disputa. Com quatro parlamentares eleitos — Gilberto Cattani, Samantha do Abilio, Faissal Calil e Alcino Barcelos —, a legenda avalia que possui musculatura suficiente para ocupar posições de destaque. O deputado Faissal Calil não escondeu o interesse em integrar a direção do Parlamento.
“O PL vem muito forte. Eu quero galgar novas experiências e eu pretendo estar na mesa nessa próxima gestão. A secretaria eu acho que cabe para nós”, declarou Calil. A definição da Mesa Diretora é um passo crucial para o funcionamento da Assembleia, pois define o controle das pautas e a condução das votações nos próximos dois anos.
O cenário atual, com 18 parlamentares reeleitos e seis estreantes, indica que a sucessão na presidência da ALMT será decidida através de intensas articulações políticas. O Portal da Assembleia Legislativa de Mato Grosso segue como o canal oficial para o acompanhamento das sessões e das decisões que moldarão o futuro do Legislativo estadual. Continue acompanhando o Play Notícias News para atualizações em tempo real sobre os desdobramentos desta disputa e os principais fatos que impactam a política regional.
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