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Senado avança em debates sobre o fim da escala 6×1 em meio a embate político

Senado debate o fim da escala 6x1. Governo busca aprovação antes do segundo turno, enquanto oposição critica a medida e propõe alternativas.

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  • O Senado Federal deu continuidade nesta quarta-feira (7) à segunda sessão de debates sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que…
  • Após um longo período de estagnação na Casa Alta, a matéria retornou ao centro das atenções legislativas, embora o rito de tramitação…
  • Com a presença inicial de 47 parlamentares, a ausência de membros do partido de Flávio Bolsonaro (PL) foi notada, embora congressistas da…
Senado avança em debates sobre o fim da escala 6x1 em meio a embate político
Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária. • Ton Molina/Agência Senado

O Senado Federal deu continuidade nesta quarta-feira (7) à segunda sessão de debates sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa extinguir a jornada de trabalho 6×1. Após um longo período de estagnação na Casa Alta, a matéria retornou ao centro das atenções legislativas, embora o rito de tramitação ainda imponha desafios para uma aprovação célere antes do segundo turno das eleições, marcado para 25 de outubro.

A sessão de abertura, realizada na terça-feira (6), foi marcada por um cenário de esvaziamento por parte da oposição. Com a presença inicial de 47 parlamentares, a ausência de membros do partido de Flávio Bolsonaro (PL) foi notada, embora congressistas da legenda tenham registrado presença ao longo do dia, incluindo nomes como Efraim Filho, Izalci Lucas, Eduardo Gomes, Magno Malta, Wilder Morais e Marcio Bittar. O tom dos discursos foi majoritariamente governista, com destaque para o senador Paulo Paim (PT-RS), que defende a pauta como uma medida essencial de dignidade para o trabalhador brasileiro.

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O rito regimental e a estratégia de votação

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), reforçou que a tramitação seguirá os trâmites regimentais rigorosos das PECs. O processo exige cinco sessões de discussão em plenário antes da votação em primeiro turno, seguidas por um interstício de cinco dias úteis e mais três sessões para o segundo turno. Alcolumbre tem sinalizado que pretende conduzir o processo sem atropelos, mantendo a possibilidade de que a votação final ocorra apenas após o pleito eleitoral, evitando que o tema contamine o debate das urnas.

Em contrapartida, o governo federal mantém uma postura de pressão. O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), defende a quebra do intervalo entre as sessões para viabilizar a aprovação antes do segundo turno. A proposta é considerada uma das principais bandeiras do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca capitalizar politicamente com a medida após o desempenho no primeiro turno.

Disputa de narrativas e propostas alternativas

O embate entre governo e oposição transcende a questão técnica da jornada de trabalho. Para o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, a discussão serve como um termômetro para expor o posicionamento dos aliados de Flávio Bolsonaro. Por outro lado, a oposição classifica a iniciativa como uma manobra eleitoreira, adotando a estratégia de tentar esvaziar o quórum para impedir a contagem do prazo regimental.

Como contraponto, Flávio Bolsonaro tem defendido um texto alternativo apresentado por Rogério Marinho (PL-RN). A proposta sugere a redução da jornada mediante acordo direto entre empregador e empregado, com a possibilidade de redução salarial proporcional. Segundo o candidato, o modelo garantiria maior liberdade de negociação, enquanto o governo sustenta que a mudança na Constituição é necessária para garantir direitos fundamentais sem perdas financeiras aos trabalhadores.

Contexto da proposta e articulação política

A PEC do fim da escala 6×1, que prevê a redução para uma jornada de 40 horas semanais com dois dias de descanso, foi aprovada na Câmara dos Deputados em maio. Desde então, o projeto enfrentou um período de tensão entre o Executivo e o Legislativo. O destravamento da pauta só foi possível após uma articulação política que incluiu um almoço entre Lula, Alcolumbre e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), em 27 de agosto, quando se estabeleceu um cronograma de votações prioritárias.

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