MATO GROSSO

Testemunha relata choque ao presenciar assassinato do advogado Roberto Zampieri

Testemunha relata choque ao presenciar assassinato do advogado Roberto Zampieri em julgamento que apura responsabilidades pelo crime.

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  • O Tribunal do Júri em Mato Grosso deu continuidade nesta terça-feira (29) ao julgamento de um dos casos mais emblemáticos da advocacia…
  • Em um depoimento marcado pela emoção, José Marcos Marini, amigo de longa data da vítima, descreveu o impacto psicológico de ter presenciado…
  • O relato de quem presenciou a execução Marini, que mantinha uma amizade de mais de duas décadas com Zampieri, estava nas proximidades…
Testemunha relata choque ao presenciar assassinato do advogado Roberto Zampieri
TJMT

O Tribunal do Júri em Mato Grosso deu continuidade nesta terça-feira (29) ao julgamento de um dos casos mais emblemáticos da advocacia regional recente: o assassinato do advogado Roberto Zampieri. Em um depoimento marcado pela emoção, José Marcos Marini, amigo de longa data da vítima, descreveu o impacto psicológico de ter presenciado a execução, ocorrida em dezembro de 2023, em Cuiabá.

O relato de quem presenciou a execução

Marini, que mantinha uma amizade de mais de duas décadas com Zampieri, estava nas proximidades do escritório da vítima, no bairro Bosque da Saúde, no momento do atentado. Segundo o seu relato aos jurados, ele havia deixado o local acompanhado do advogado por volta das 19h, quando o silêncio da noite foi interrompido pelos disparos. O choque foi imediato e a sensação de impotência dominou o momento.

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“O crime foi um susto muito grande. Na hora, a gente fica muito agoniado. Eu nunca havia presenciado um fato desses”, afirmou a testemunha durante a sessão. Marini chegou a cogitar uma reação, avaliando a possibilidade de perseguir o atirador, mas desistiu da ideia por considerar o risco elevado e a situação perigosa demais para uma intervenção direta.

Estrutura do crime e os réus no banco dos réus

O julgamento foca na responsabilidade de três homens apontados pelo Ministério Público como peças-chave na engrenagem que culminou na morte de Zampieri: Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e o coronel do Exército Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. A denúncia detalha uma divisão de tarefas que revela o planejamento por trás da emboscada.

De acordo com as investigações, Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas teria atuado como o financiador da ação, desembolsando a quantia de R$ 40 mil. Hedilerson Fialho Martins Barbosa é apontado como o responsável pela logística e pelo fornecimento da arma utilizada, enquanto Antônio Gomes da Silva teria sido o executor material do homicídio. O advogado foi surpreendido dentro de seu veículo, um Fiat Strada, sendo atingido por cerca de 10 tiros.

Contexto e desdobramentos das investigações

O crime, registrado por câmeras de segurança, chocou a opinião pública pela frieza do executor, que agiu com o rosto descoberto e utilizou uma caixa para abafar o som dos disparos. A repercussão do caso ultrapassou os limites do homicídio em si, servindo como ponto de partida para uma investigação mais ampla conduzida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

Embora o assassinato de Zampieri tenha motivações distintas, o acesso ao aparelho celular da vítima revelou indícios de um esquema de negociação de sentenças envolvendo figuras do Judiciário e lobistas. Esse desdobramento transformou o caso em um dos maiores escândalos jurídicos do estado, mantendo o interesse da sociedade sobre os desfechos judiciais que ocorrem agora no Tribunal do Júri.

O Play Notícias News segue acompanhando de perto os desdobramentos deste julgamento e os impactos das decisões judiciais para a justiça mato-grossense. Continue conosco para se manter informado com credibilidade, variedade de temas e o compromisso com a notícia apurada.

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