SAÚDE

Baixa adesão à vacinação contra gripe e covid mantém gestantes em risco no Brasil

Baixa adesão às vacinas contra gripe e covid coloca gestantes em risco. Entenda o impacto da desinformação e os dados sobre a saúde materna no Brasil.

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  • O desafio da imunização na gestação A proteção contra doenças respiratórias durante a gravidez é um dos pilares fundamentais do pré-natal, mas…
  • Enquanto gestantes como Nataly Saldanha e Raissa de Oliveira mantêm seus calendários em dia, priorizando a própria saúde e a de seus…
  • Esse comportamento reflete um cenário preocupante, onde a desinformação e a subestimação de doenças graves colocam em risco vidas em momentos de…
Baixa adesão à vacinação contra gripe e covid mantém gestantes em risco no Brasil
© Fernando Frazão/Agência Brasil

O desafio da imunização na gestação

A proteção contra doenças respiratórias durante a gravidez é um dos pilares fundamentais do pré-natal, mas o Brasil enfrenta um obstáculo persistente: a hesitação vacinal. Enquanto gestantes como Nataly Saldanha e Raissa de Oliveira mantêm seus calendários em dia, priorizando a própria saúde e a de seus bebês, uma parcela significativa da população ainda ignora as recomendações médicas. Esse comportamento reflete um cenário preocupante, onde a desinformação e a subestimação de doenças graves colocam em risco vidas em momentos de vulnerabilidade.

Números que revelam a lacuna de cobertura

Os dados do Ministério da Saúde evidenciam um abismo entre a meta de 90% de cobertura vacinal e a realidade atual. Em 2025, apenas 55% das gestantes buscaram a imunização contra a covid-19, enquanto a vacina contra a influenza alcançou 63% desse público. Embora os números preliminares de 2026 indiquem um avanço para 76% na vacinação contra a gripe, a adesão à proteção contra a covid-19 permanece estagnada nos mesmos 55%. Essa disparidade deixa claro que, apesar da disponibilidade dos imunizantes, a confiança na ciência ainda oscila diante de mitos e narrativas infundadas.

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Impactos severos na saúde materna

As consequências dessa resistência são sentidas nos prontuários hospitalares. Entre 2023 e agosto de 2026, o país registrou pelo menos 286 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) em gestantes ou puérperas decorrentes de infecções pelo vírus influenza, resultando em 25 mortes. No mesmo período, a covid-19 foi responsável por 205 casos graves e 21 óbitos. O peso desses números é ainda mais evidente quando comparado ao auge da pandemia, entre 2020 e 2022, quando 811 mulheres perderam a vida devido a complicações da covid-19, um período marcado pela ausência de vacinas em larga escala.

Desinformação e acomodação como barreiras

Especialistas apontam que o problema é multifatorial. Flávia Bravo, diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), destaca que, no caso da gripe, impera uma falsa sensação de segurança, levando à desvalorização da vacina. Já em relação à covid-19, o obstáculo é a desinformação. A crença equivocada de que os imunizantes seriam “experimentais” ignora o rigoroso processo de desenvolvimento e a segurança comprovada pela ciência global. Estudos científicos demonstram que a vacinação reduziu a taxa de casos mensais de SRAG para um terço do que era observado anteriormente, provando que a prevenção é a estratégia mais eficaz para salvar vidas.

Compromisso com a informação

Apesar da eficácia comprovada, a covid-19 e a influenza ainda respondem por mais de 50% das mortes por SRAG em gestantes neste ano. O cenário reforça a necessidade de um diálogo constante entre profissionais de saúde e pacientes, combatendo mitos com evidências. O Play Notícias News segue acompanhando os desdobramentos das políticas públicas de saúde e os avanços na imunização, trazendo sempre a informação necessária para que você tome decisões seguras. Continue conosco para se manter atualizado sobre os temas que impactam a sociedade brasileira.

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