Vanderlei Cerqueira cobra perícia rigorosa e levanta dúvidas sobre incêndio que destruiu almoxarifado da Educação em Várzea Grande
JB News
Por Nayara Cristina e Guilherme Augusto
O incêndio que destruiu, na noite desta quarta-feira (17), o anexo do almoxarifado da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande, localizado na Avenida Felinto Müller, ganhou novos contornos após a manifestação do presidente da Câmara Municipal, vereador Vanderlei Cerqueira (MDB). Presente no local durante o trabalho do Corpo de Bombeiros, da Guarda Municipal e das forças de segurança, o parlamentar afirmou que o caso precisa ser investigado com profundidade e defendeu uma perícia técnica rigorosa para esclarecer as causas do fogo.
As chamas consumiram praticamente todo o material armazenado no barracão, incluindo merenda escolar, aparelhos de ar-condicionado, uniformes, materiais pedagógicos, livros e diversos equipamentos destinados à rede municipal de ensino. Até o fechamento desta reportagem, a Prefeitura de Várzea Grande ainda não havia divulgado uma estimativa oficial dos prejuízos.
Durante entrevista concedida à imprensa no local da ocorrência, Vanderlei destacou que o imóvel atingido pelo incêndio é uma estrutura considerada nova e afirmou não compreender como um barracão nessas condições teria sido tomado pelo fogo de forma tão rápida.
Segundo ele, a situação causa ainda mais estranheza porque, há poucos dias, vereadores da Câmara Municipal estiveram no local realizando uma fiscalização para verificar denúncias relacionadas ao armazenamento de materiais da Educação. A vistoria foi conduzida por parlamentares que investigavam supostas irregularidades envolvendo compras de livros, uniformes e outros itens adquiridos pela administração municipal.
“Um barracão novo desse pegar fogo assim exige uma perícia muito bem feita. Nós queremos respostas. O dinheiro que estava aqui não pertence a prefeito, vereador ou secretário. É patrimônio do povo de Várzea Grande”, declarou.
O presidente do Legislativo afirmou ainda que já comunicou o caso ao presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso, Sérgio Ricardo, e pediu acompanhamento rigoroso das investigações.
Sem apontar responsáveis ou fazer acusações diretas, Vanderlei admitiu que existem rumores sobre a possibilidade de um incêndio criminoso, mas ressaltou que qualquer conclusão dependerá exclusivamente do trabalho pericial.
“Eu não sou perito. Quem vai dizer o que aconteceu é a perícia. Mas um barracão novo desse tamanho pegar fogo dessa forma levanta muitos questionamentos. Precisamos aguardar os laudos técnicos”, afirmou.
O vereador também lembrou que este não é o primeiro episódio semelhante envolvendo estruturas públicas municipais. Ele citou o incêndio registrado anteriormente em um barracão ligado à área da Saúde e defendeu que todos os fatos sejam analisados de forma criteriosa.
“Dois incêndios envolvendo estruturas públicas chamam atenção. É preciso investigar muito bem. Um raio não cai duas vezes no mesmo lugar sem que haja uma análise profunda do que aconteceu”, declarou.
Outro ponto destacado pelo presidente da Câmara é o impacto imediato que a destruição do estoque poderá causar no funcionamento da rede municipal de ensino. Parte significativa dos materiais que seriam destinados às escolas estava armazenada no local.
A preocupação agora é garantir que o incêndio não comprometa o abastecimento de merenda escolar, uniformes e demais insumos necessários para o atendimento dos estudantes da rede pública.
Enquanto equipes do Corpo de Bombeiros trabalhavam no rescaldo e no controle dos últimos focos de calor, peritos iniciaram os primeiros levantamentos técnicos que deverão apontar a origem das chamas. A expectativa é que os laudos esclareçam se o incêndio foi provocado por falha elétrica, acidente operacional ou eventual ação criminosa.
O caso ocorre justamente em um momento de forte tensão política entre o Legislativo e o Executivo municipal, após fiscalizações realizadas por vereadores em depósitos da Secretaria de Educação e questionamentos sobre a aquisição e armazenamento de materiais destinados às escolas da rede pública.
Diante da destruição quase total da estrutura, a principal cobrança agora é por transparência e rapidez nas investigações. “Nós queremos respostas. A população merece saber exatamente o que aconteceu e quem será responsabilizado, caso seja constatada qualquer irregularidade”, concluiu Vanderlei Cerqueira.
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