Moraes manda investigar conteúdo de celulares de advogado de Bolsonaro


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Wassef, que é advogado de Bolsonaro, e o ex-presidente foram indiciados no caso do suposto desvio de joias recebidas do governo da Arábia Saudita. Além deles, a lista de indiciamento inclui outras 10 pessoas:

  • Fabio Wajngarten – advogado da família Bolsonaro;
  • tenente-coronel Mauro Cesar Barbosa Cid – ex-ajudante de ordens de Bolsonaro;
  • general Mauro Cesar Lourena Cid – pai de Mauro Cid;
  • almirante Bento Albuquerque – ex-ministro de Minas e Energia durante o governo Bolsonaro;
  • Marcos André dos Santos Soeiro – ex-assessor de Bento Albuquerque;
  • José Roberto Bueno Júnior – ex-chefe de gabinete do Ministério de Minas e Energia durante o governo Bolsonaro;
  • Marcelo da Silva Vieira – ex-chefe do Gabinete de Documentação Histórica da Presidência durante o governo Bolsonaro;
  • Julio Cesar Vieira Gomes – ex-secretário especial do Fisco durante o governo Bolsonaro;
  • Marcelo Costa Câmara – ex-ajudante de ordens de Bolsonaro;
  • Osmar Crivelatti – ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

PGR pediu arquivamento do caso. Segundo a procuradoria, não é possível punir criminalmente o recebimento de presentes por presidentes, pois não existe uma lei clara definindo se esses itens pertencem ao governante ou ao Estado.

Caso das joias foi revelado em março de 2023

A venda de joias de Bolsonaro no exterior foi revelada em março de 2023. Reportagem do jornal O Estado de S. Paulo mostrou que, em outubro de 2021, o então ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, havia tentado entrar no país com uma mala com joias da Arábia Saudita destinadas a Bolsonaro. Ele não declarou o material à Receita Federal, que acabou por apreendê-lo.

Inicialmente, a PF investigava dois conjuntos de joias recebidos em 2021, mas depois descobriu um terceiro conjunto, de 2019. Entre os itens estavam brincos de diamantes que seriam presente para a primeira-dama Michelle Bolsonaro, anéis, abotoaduras, uma caneta da marca Chopard, um rosário árabe e dois relógios. Bolsonaro ainda precisou devolver ao TCU (Tribunal de Contas da União) um conjunto de armas da marca Caracol recebido em viagem à Arábia Saudita.





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