Lula chega na França para participar de Cúpula do G7
Em postagem no X, o presidente brasileiro declarou que ambos veem o acordo Mercosul-Efta como oportunidade de ampliar o comércio entre os países. “Ainda na esfera bilateral, decidimos expandir a cooperação em áreas como Inteligência Artificial, transição energética, minerais críticos, biotecnologia, saúde e defesa, entre outras”, disse Lula.
Lula chega ao G7 sob expectativa de encontro com Donald Trump, em momento de atrito comercial entre Brasil e EUA. Há duas semanas, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) indicou a taxação de 25% sobre parte das importações brasileiras e citou uma investigação sobre supostas ‘práticas desleais’ no comércio bilateral.
Relatório do USTR também menciona o Pix e serviços de pagamento usados no Brasil. O documento afirma que o sistema de transferências prejudicaria injustamente empresas dos EUA que operam pagamentos eletrônicos, como bandeiras de cartão de crédito, e cita ainda o WhatsApp Pay.
Itamaraty diz que ainda não há confirmação de reunião bilateral entre Lula e Trump durante o G7. “Isso [encontro entre Lula e Trump] não está definido. Com os Estados Unidos os contatos seguem, por enquanto é o que eu posso dizer, e que estão em andamento de uma forma intensa, desde sempre, e isso continua acontecendo”, afirmou o embaixador Philip Fox-Drummond Gough, secretário de Assuntos Econômicos e Financeiros do Ministério das Relações Exteriores, em entrevista a jornalistas.
Se houver encontro, será pouco mais de um mês após a última reunião entre os dois, na Casa Branca, no início de maio. Na ocasião, Lula disse que equipes dos dois governos foram orientadas a apresentar uma proposta para tentar destravar o impasse sobre tarifas e a investigação comercial, o que ainda não ocorreu.
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