Trump aprova acordo nuclear com Arábia Saudita para enriquecer urânio


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O príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, já declarou que o país buscará armas nucleares se o Irã o fizer. Em 2018, ele afirmou: “A Arábia Saudita não quer adquirir nenhuma bomba nuclear, mas, sem dúvida, se o Irã desenvolvesse uma bomba nuclear, nós faríamos o mesmo o mais rápido possível”.

A Arábia Saudita e o Paquistão, que possui armas nucleares, mantêm um acordo de cooperação em defesa. Após um ataque de Israel ao Qatar contra integrantes do Hamas, o ministro da Defesa paquistanês chegou a afirmar que o arsenal nuclear do país “estará à disposição” dos sauditas, se necessário. A declaração foi interpretada como um recado a Israel, considerado por décadas o único país do Oriente Médio a possuir armas nucleares.

Na tentativa de desenvolver energia nuclear para fins civis, a Arábia Saudita busca um acordo semelhante ao firmado entre Emirados Árabes Unidos e Estados Unidos. Esse entendimento, conhecido como “Acordo 123”, permitiu a construção da usina nuclear de Barakah com tecnologia sul-coreana. Em troca, os Emirados abriram mão de enriquecer urânio, compromisso visto por especialistas como a principal garantia de que o programa permaneceria voltado apenas à geração de energia.

Embora enriquecer urânio, por si só, não seja suficiente para fabricar uma bomba atômica, essa é uma das etapas fundamentais do processo. Um país ainda precisa dominar outras tecnologias e desenvolver sistemas capazes de transformar o material em uma arma. Ainda assim, a capacidade de enriquecer urânio é considerada um passo estratégico que pode facilitar a militarização de um programa nuclear, razão pela qual o avanço do Irã nessa área desperta preocupação entre países ocidentais.





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