Pastora Michelle fundou sua própria igreja
Ela aguentou quase calada por meses cuidando do marido, negociando a prisão domiciliar dele com Alexandre de Moraes, engolindo cada desfeita em nome do projeto familiar. Até ontem. Até o telefonema. Até a “punhalada”, palavra escolhida por ela com cuidado.
Flávio, que era tratado como o mais habilidoso e político dos filhos de Jair, não conseguiu evitar a crise. E não mostrou ainda como sair dela.
Michelle deixou claro que não será serviçal ou capacho dos enteados e que tudo tem limite. Tem capital político próprio e um carisma que os filhos nem sonham em rivalizar.
À frente do PL Mulher, instalou diretórios nas 27 unidades da federação e ajudou a eleger mais de mil mulheres em 2024. O vídeo de ontem, segundo levantamentos que circulam nas redes sociais, gerou quase 11 milhões de menções em quatro horas, oito em cada dez a favor dela. Em dia de jogo da seleção, foi o craque da rodada.
A evangélica neopentecostal, como muito de seus antecessores, decidiu fundar sua própria igreja. E tem muito potencial, mais do que a lagoinha dos enteados.
O bolsonarismo sempre foi messiânico, Jair é Messias até no nome. Sua esposa sempre aceitou o papel de companheira e sócia do projeto familiar, mas com os enteados é diferente. Existe, no máximo, equivalência, nunca subordinação.
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