A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) enfrenta um grave episódio de intolerância que mobilizou o corpo discente e entidades acadêmicas. O Centro Acadêmico de Ciências Econômicas (CAECO) denunciou, nesta segunda-feira (5), a circulação de mensagens, áudios e figurinhas de cunho racista e misógino em grupos de WhatsApp frequentados por estudantes do curso. Os ataques ocorreram ao longo do último fim de semana, gerando revolta e exigências por medidas disciplinares rigorosas.
A escalada de ataques nos grupos acadêmicos
Segundo o relato do CAECO, a série de ofensas teve início no sábado (3), no grupo denominado “INFORMES-ECONOMIA”, que é administrado pela própria entidade. O conteúdo compartilhado incluía ataques diretos e discursos discriminatórios. Em resposta imediata, os administradores removeram os responsáveis pelas postagens e restringiram a publicação de mensagens apenas para os moderadores, na tentativa de conter a propagação de discursos de ódio.
A situação, contudo, agravou-se na madrugada de domingo (4). De acordo com a denúncia, novos conteúdos discriminatórios foram disseminados no grupo “GERAL”, sob administração da Atlética Monopólio. Entre os materiais compartilhados, destaca-se uma figurinha que associa o filho de uma mulher negra a um macaco, além de áudios contendo ofensas misóginas direcionadas a mulheres. A repercussão aumentou nesta segunda-feira, após a circulação de uma captura de tela em que um usuário questionava o reconhecimento de direitos de pessoas negras, em um tom que minimizava a gravidade das denúncias anteriores.
Posicionamento institucional e repúdio
Em nota oficial, o Centro Acadêmico de Ciências Econômicas foi enfático ao rejeitar qualquer tentativa de classificar as postagens como “humor” ou “liberdade de expressão”. A entidade classificou os episódios como manifestações explícitas de violência e discriminação, ressaltando que o ambiente universitário deve ser um espaço plural, seguro e livre de qualquer tipo de preconceito. O CAECO reforçou que o racismo é crime e que a comunidade acadêmica não pode ser conivente com tais práticas.
A entidade exige agora que a administração da universidade e os órgãos competentes realizem a apuração detalhada dos fatos. O objetivo é garantir a responsabilização dos envolvidos, utilizando os procedimentos institucionais cabíveis para coibir novas ocorrências. Embora o caso tenha ganhado proporção pública e esteja sob escrutínio da comunidade universitária, até o momento não houve confirmação oficial sobre a abertura de um boletim de ocorrência ou inquérito policial formal para investigar a autoria dos crimes cibernéticos.
O episódio levanta um debate necessário sobre a conduta ética no ambiente digital e a responsabilidade de administradores de grupos em plataformas de mensagens. A UFMT, enquanto instituição pública de ensino, é frequentemente palco de discussões sobre diversidade e inclusão, tornando a ocorrência de casos de racismo um ponto crítico para a gestão da convivência entre os alunos. O portal oficial da UFMT pode ser consultado para atualizações sobre eventuais medidas administrativas tomadas pela reitoria.
O Play Notícias News segue acompanhando o desdobramento deste caso e os posicionamentos das instâncias universitárias. Continue conosco para se manter informado sobre este e outros temas relevantes da atualidade, com o compromisso de levar até você uma cobertura jornalística pautada pela ética e pela transparência.
Mais sobre este assunto
Max Russi projeta novo concurso público para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso em 2027
Milho brasileiro enfrenta pressão de baixa com influência do mercado norte-americano
Duas ocorrências de trânsito mobilizam bombeiros durante a noite em Poconé
Operação em Rondonópolis prende suspeito de homicídio planejado por vizinho