Levantamento nacional coloca Mauro e Pivetta entre os governadores que mais cumpriram promessas
JB News
Por Nayara Cristina
Um levantamento nacional divulgado nesta quarta-feira (22) pelo portal G1 colocou Mato Grosso no topo do ranking de cumprimento de compromissos assumidos durante a campanha eleitoral de 2022. De acordo com a análise, a gestão iniciada por Mauro Mendes e atualmente conduzida por Otaviano Pivetta executou total ou parcialmente 40 das 43 promessas registradas no período eleitoral, desempenho que coloca o Estado entre os mais eficientes do país na transformação de propostas em políticas públicas.
O resultado chega em um momento de forte movimentação política em Mato Grosso. Mauro Mendes deixou o Governo em abril deste ano para disputar uma vaga no Senado Federal, enquanto Otaviano Pivetta assumiu definitivamente a administração estadual e se prepara para concorrer ao Palácio Paiaguás. O levantamento, portanto, passa a integrar o discurso político do grupo governista, que sustenta a continuidade de um modelo administrativo baseado na execução de obras estruturantes, equilíbrio das contas públicas e ampliação dos investimentos em áreas consideradas estratégicas.
Segundo a avaliação, a maior parte das metas anunciadas em 2022 foi efetivamente colocada em prática, e em diversos casos os números superaram aquilo que havia sido prometido durante a campanha. Um dos exemplos é a infraestrutura rodoviária. O compromisso inicial previa a entrega de 2,6 mil quilômetros de pavimentação, porém a gestão contabiliza mais de 3,6 mil quilômetros de asfalto novo, além de aproximadamente 3,7 mil quilômetros de rodovias restauradas, mais que o dobro da meta originalmente estabelecida.
Outro indicador destacado é a substituição de pontes de madeira por estruturas permanentes. A promessa previa a construção de 120 pontes de concreto, mas o governo informa ter concluído 261 unidades, ampliando significativamente a infraestrutura logística e melhorando o acesso em regiões rurais, especialmente durante o período chuvoso.
Na área da saúde, o levantamento aponta avanços importantes em obras que há décadas eram cobradas pela população. Entre elas estão a conclusão do Hospital Central de Cuiabá, considerado uma das principais demandas da rede pública estadual, além da finalização de obras no Hospital Universitário Júlio Müller, do Hemocentro, do Lacen, do Cermac e da modernização dos hospitais regionais. Também foram ampliados os programas de cirurgias eletivas e o número de leitos públicos disponíveis, medidas que contribuíram para reduzir filas históricas de atendimento.
Na educação, a gestão aparece com resultados expressivos na expansão das escolas de tempo integral, na modernização tecnológica das unidades de ensino, no fortalecimento da educação profissionalizante, na ampliação do atendimento à educação inclusiva e na implantação de novas metodologias pedagógicas, incluindo projetos voltados ao uso de inteligência artificial e ambientes virtuais de aprendizagem. Durante o período da gestão, Mato Grosso também avançou nos indicadores nacionais de desempenho educacional, saltando da 22ª para a 8ª posição entre os estados brasileiros, resultado frequentemente citado pelo governo como reflexo dos investimentos realizados na rede estadual.
A segurança pública também figura entre os compromissos considerados executados. O Estado ampliou o efetivo das forças policiais, fortaleceu a estrutura da Politec, investiu na criação de vagas no sistema prisional e implantou o programa de videomonitoramento Vigia Mais MT, que expandiu o uso de câmeras inteligentes em áreas urbanas e rurais para reforçar o combate à criminalidade.
Na área social, o levantamento destaca a manutenção dos programas de transferência de renda destinados às famílias em situação de vulnerabilidade, além da implantação das Vilas do Idoso, dos centros Ser Criança, da oferta de dezenas de milhares de vagas em cursos de qualificação profissional e da continuidade do programa Bolsa Atleta, voltado ao incentivo ao esporte de alto rendimento.
O agronegócio e o desenvolvimento econômico também aparecem entre os compromissos executados. O governo avançou na ampliação da cobertura do Cadastro Ambiental Rural (CAR), implantou ações para fortalecer a agricultura familiar, promoveu cursos de capacitação para pequenos empreendedores e concluiu a implantação da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Cáceres, considerada estratégica para ampliar a competitividade das exportações mato-grossenses.
No setor de infraestrutura, outras obras estruturantes também foram relacionadas entre os compromissos cumpridos, como o avanço da pavimentação da rodovia Juína-Colniza, a implantação do Sistema Integrado de Gestão de Obras Públicas, a conclusão do Parque Tecnológico de Várzea Grande, a substituição de pontes de madeira na Transpantaneira e investimentos em infraestrutura turística em municípios do interior.
Ao comentar o levantamento, Mauro Mendes afirmou que os números demonstram uma gestão baseada na execução de projetos e ressaltou que diversas entregas sequer faziam parte das promessas de campanha. Entre elas, citou a duplicação da BR-163, o destravamento da Ferrovia Estadual, a construção da Ponte sobre o Rio das Mortes, a expansão dos convênios de pavimentação urbana com os municípios e os avanços obtidos na educação pública.
Já Otaviano Pivetta afirmou que o reconhecimento nacional reforça a ideia de que Mato Grosso vem seguindo uma política administrativa voltada para resultados concretos, defendendo que o foco da atual gestão permanece na eficiência, na responsabilidade fiscal e na realização de investimentos capazes de melhorar a qualidade de vida da população e sustentar o crescimento econômico do Estado nas próximas décadas.
A divulgação do levantamento ocorre em meio ao início da disputa eleitoral de 2026 e tende a fortalecer o discurso de continuidade adotado pelo grupo político que administra Mato Grosso desde 2019. Com Mauro Mendes na disputa pelo Senado e Pivetta na corrida ao Governo do Estado, o desempenho apresentado pelo estudo passa a ser utilizado como um dos principais argumentos da base governista para defender a manutenção do atual projeto administrativo, que aposta nas entregas de infraestrutura, no equilíbrio fiscal e na expansão dos investimentos públicos como marcas da gestão estadual.
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