Tentativa de afugentar jacaré “Celso” no Parque das Águas chama atenção de frequentadores


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FAUNA SILVESTRE

JB News

Da redação

Uma cena registrada por frequentadores do Parque das Águas, em Cuiabá, voltou a colocar em evidência a relação entre a população e os animais silvestres que convivem em áreas urbanas da capital mato-grossense. Na noite deste sábado (25), dois jovens e um idoso foram filmados tentando afugentar o jacaré conhecido como “Celso”, utilizando um pedaço de madeira para fazê-lo deixar o local onde descansava.

As imagens, que rapidamente ganharam repercussão nas redes sociais, mostram o grupo se aproximando do animal enquanto o homem mais velho segura o pedaço de madeira. Apesar da insistência dos três, o jacaré permaneceu calmo durante toda a situação, sem demonstrar comportamento agressivo ou investir contra as pessoas que se aproximavam.

Conhecido pelos visitantes do Parque das Águas, “Celso” tornou-se uma figura bastante popular entre moradores e turistas que frequentam um dos principais cartões-postais de Cuiabá. O animal pertence à espécie jacaré-do-pantanal (Caiman yacare), típica do Pantanal e amplamente distribuída em Mato Grosso, onde sua presença em rios, lagoas e áreas alagadas faz parte do equilíbrio natural do ecossistema.

A divulgação do vídeo provocou uma onda de críticas nas redes sociais. Internautas classificaram a atitude como imprudente e lembraram que provocar um animal silvestre, mesmo quando ele aparenta tranquilidade, representa risco tanto para as pessoas quanto para o próprio animal. Muitos destacaram que o jacaré já é conhecido por permanecer no parque sem apresentar comportamento ofensivo aos frequentadores.

Especialistas em fauna silvestre alertam que jacarés costumam atacar apenas quando se sentem ameaçados, acuados ou quando precisam defender seu território ou seus filhotes. A aproximação excessiva, tentativas de espantá-los ou qualquer tipo de provocação podem desencadear reações imprevisíveis, colocando em perigo quem está próximo.

Além do risco de acidentes, interferir no comportamento de animais silvestres pode provocar estresse e alterar seus hábitos naturais. A orientação dos órgãos ambientais é que, ao encontrar um jacaré ou qualquer outro animal da fauna nativa em áreas públicas, a população mantenha distância, não tente alimentá-lo, tocá-lo ou afugentá-lo e comunique as autoridades competentes caso exista alguma situação de risco.

O episódio também reacende o debate sobre a convivência entre a expansão urbana e a fauna mato-grossense. Em Cuiabá, não são raros os registros de jacarés, capivaras, macacos e outras espécies circulando em parques, córregos e áreas verdes, reflexo da proximidade da cidade com ambientes naturais e da necessidade de preservação desses espaços.

Até o momento, não há informação de que algum órgão ambiental tenha sido acionado em razão da ocorrência. Apesar da tentativa de intimidação, “Celso” permaneceu imóvel durante toda a ação, demonstrando comportamento tranquilo e reforçando que o maior risco, em situações como essa, muitas vezes é provocado pela imprudência humana e não pelo animal.

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