O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) intensificou suas operações nesta segunda-feira (12.10) para conter o avanço de incêndios florestais em três pontos críticos do estado. As equipes de combate estão mobilizadas nos municípios de Rosário Oeste, Santo Antônio de Leverger e Barão de Melgaço, onde trabalham para extinguir as chamas e mitigar os danos à vegetação e às propriedades rurais próximas.
Estratégia de combate e monitoramento via satélite
A atuação das guarnições segue um planejamento estratégico que busca não apenas o controle direto do fogo, mas também a proteção de áreas sensíveis. Dependendo da complexidade de cada ocorrência, o CBMMT conta com o suporte técnico do Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM), da Defesa Civil Estadual, do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e da Polícia Militar. Essa integração entre as forças de segurança é fundamental para garantir uma resposta rápida em regiões muitas vezes de difícil acesso.
Paralelamente ao trabalho de campo, o monitoramento tecnológico desempenha um papel central. Dados do Programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), apontaram 59 focos de calor nas últimas 24 horas no estado. Destes, 39 foram detectados na Amazônia, 18 no Cerrado e dois no Pantanal. É importante ressaltar que um foco de calor detectado por satélite funciona como um alerta de temperatura elevada, que pode indicar um incêndio ou apenas uma área de calor intenso, exigindo verificação in loco.
Operação Infravermelho e fiscalização ambiental
Para coibir o uso irregular do fogo, o CBMMT mantém a Operação Infravermelho. A partir de uma Sala de Situação Central, localizada no Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), em Cuiabá, especialistas utilizam imagens de satélite para identificar focos de incêndio em tempo real. O objetivo da operação é duplo: atuar na prevenção de grandes desastres e identificar a origem do fogo para a responsabilização de infratores que desrespeitam as normas ambientais.
O estado reforça que, em terras indígenas, a competência legal para o combate a incêndios recai sobre órgãos do Governo Federal. Nessas áreas, foram identificados seis focos de calor, sendo quatro na Terra Indígena Parque do Xingu, em Querência, e dois na Terra Indígena Parabubure, em Campinápolis.
Proibição e conscientização da população
Desde o início do período proibitivo, que se estende de 1º de julho a 30 de novembro de 2026, o uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais está estritamente proibido nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal. Em perímetros urbanos, a proibição é permanente durante todo o ano. O descumprimento dessas medidas configura crime ambiental, sujeito a sanções severas.
O Corpo de Bombeiros alerta que a prática coloca em risco a saúde pública, a segurança e a biodiversidade local. A colaboração da sociedade é um pilar essencial para o controle desses eventos. Denúncias sobre focos de incêndio ou uso irregular do fogo devem ser feitas imediatamente pelos números 193 ou 190. O Play Notícias News segue acompanhando o desdobramento dessas operações e a situação climática no estado, mantendo você informado com credibilidade sobre os fatos que impactam a nossa região.
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