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De entregador a bilionário: a trajetória do criador do espeto carioca

Conheça a história de Leandro Souza, que transformou um simples espetinho de rua em um império de R$ 200 milhões.

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  • A trajetória de Leandro Souza reflete uma jornada de superação que começou no subúrbio carioca e chegou aos Estados Unidos antes de…
  • Trabalhando inicialmente como segurança de boate, valet e entregador de pizza no exterior, ele acumulou experiências diversas antes de retornar ao Rio…
  • O ponto de virada ocorreu ao observar o potencial comercial de um produto simples e tradicional das calçadas.A proposta de negócio consistiu…
De entregador a bilionário: a trajetória do criador do espeto carioca
InfoMoney

A trajetória de Leandro Souza reflete uma jornada de superação que começou no subúrbio carioca e chegou aos Estados Unidos antes de se consolidar no Brasil. Trabalhando inicialmente como segurança de boate, valet e entregador de pizza no exterior, ele acumulou experiências diversas antes de retornar ao Rio de Janeiro com o objetivo claro de empreender e transformar a realidade de sua família. O ponto de virada ocorreu ao observar o potencial comercial de um produto simples e tradicional das calçadas.

A proposta de negócio consistiu em elevar o espetinho de rua a uma experiência de bar estruturado, oferecendo mesas, chope gelado e música. O primeiro estabelecimento abriu as portas em 2010, expandindo-se posteriormente para uma rede robusta que integra o Grupo Impettus. Com unidades espalhadas pelo país e operações iniciadas no exterior, a marca transformou um hábito informal de consumo em um modelo consolidado de franquias no setor de alimentação.

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A infância no subúrbio e a virada nos estados unidos

Crescido em Anchieta, no Rio de Janeiro, Leandro é filho de uma empregada doméstica e de um porteiro. A convivência em um ambiente diferente, proporcionada pelo trabalho do pai em um edifício, marcou sua juventude após testemunhar episódios de humilhação familiar. Essa vivência serviu como motivação para buscar independência financeira precoce, iniciando sua vida profissional aos 13 anos em diferentes funções operacionais.

Aos 19 anos, mudou-se para os Estados Unidos sem dominar o idioma local. No exterior, atuou em diversas frentes de trabalho, desde entregas até a segurança de estabelecimentos noturnos, além de tentar uma carreira na aviação. Com a crise de 2009, retornou ao Brasil com o compromisso de garantir estabilidade para seus pais e estabelecer um empreendimento próprio em um cenário econômico que se preparava para grandes eventos internacionais.

A transição do conceito de rua para o ambiente de bar

O projeto inicial previa a abertura de um restaurante mexicano inspirado em estabelecimentos de Los Angeles. Com a desistência do sócio inicial, a atenção voltou-se para um item muito mais presente no cotidiano nacional: o churrasquinho vendido nas calçadas e saídas de eventos. A ideia central consistiu em preservar a popularidade do alimento, mas inseri-lo em um ambiente confortável e estruturado para o público.

A aceitação inicial rápida motivou a abertura de novas unidades, embora os desafios operacionais tenham surgido logo nas primeiras expansões. A estruturação do modelo de franquias ocorreu em 2011, permitindo a escalabilidade do negócio. Anos mais tarde, o ecossistema empresarial expandiu-se com a incorporação de novas marcas de botecos e cafeterias, diversificando a atuação no mercado gastronômico.

A estruturação de produção própria e frigorífico

Para sustentar o crescimento acelerado da rede e garantir a padronização dos alimentos servidos, o grupo investiu na verticalização da produção. A criação do Carioca Foods estabeleceu um frigorífico próprio voltado ao fornecimento de espetinhos, modelo que posteriormente passou a atender também clientes externos e mercados no sistema de marca própria.

Uma estratégia semelhante foi adotada para o setor de sobremesas com a criação de uma fábrica dedicada à produção de doces. Essa integração vertical permitiu ao grupo diversificar suas fontes de receita, unindo a operação de bares franqueados ao fornecimento industrial B2B para o setor de alimentação fora do lar.

A expansão internacional para europa e estados unidos

A consolidação no mercado nacional abriu caminho para a internacionalização das operações. Na Europa, a estratégia iniciou-se por Portugal, onde os produtos são fornecidos a estabelecimentos locais por meio de representantes comerciais, servindo como porta de entrada para o continente.

Para o mercado dos Estados Unidos, os planos envolvem a abertura de unidades de teste em Orlando, exigindo adaptações logísticas e operacionais relacionadas à importação e ao processamento de carnes. O avanço global demonstra a maturação de um negócio que transformou um produto típico de calçada em uma corporação multinacional de alimentação.

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