O Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) vai instaurar uma sindicância para apurar as circunstâncias da morte de Lurdes Maria de Lima Pessoa Padilha, de 24 anos. O falecimento ocorreu durante cirurgias plásticas realizadas pelo médico Euller Gustavo Preza, no Hospital Geral e Maternidade de Cuiabá. A jovem passou por procedimentos de lipoescultura e colocação de próteses mamárias, sofreu uma parada cardiorrespiratória e morreu após cerca de duas horas de tentativas de reanimação.
A investigação do conselho busca esclarecer todos os detalhes do atendimento prestado no ambiente hospitalar. O caso também mobiliza órgãos de segurança pública e repercute fortemente entre familiares e profissionais da área médica na capital mato-grossense.
Abertura de sindicância e sigilo legal
Em nota oficial divulgada pelo CRM-MT, a apuração será aberta por iniciativa do próprio órgão, procedimento conhecido como sindicância ex officio. O objetivo principal é verificar a dinâmica do atendimento e todas as circunstâncias relacionadas ao falecimento da paciente na unidade de saúde.
O conselho ressaltou que a investigação tramitará sob rigoroso sigilo, conforme determina a legislação vigente. A instituição também garantiu que a abertura do procedimento não representa uma condenação prévia do profissional envolvido, assegurando o direito à ampla defesa e ao contraditório durante todas as etapas da apuração.
Intercorrência durante a cirurgia plástica
Conforme informações divulgadas pela imprensa local, a equipe médica identificou uma intercorrência súbita durante a realização dos procedimentos estéticos. O grupo interrompeu imediatamente a cirurgia e iniciou as manobras de reanimação cardiorrespiratória.
A defesa do médico responsável afirmou que as tentativas de salvamento duraram aproximadamente duas horas, mas infelizmente não obtiveram sucesso. Os representantes jurídicos destacaram ainda que a cirurgia aconteceu em ambiente hospitalar adequado e após a realização de avaliações pré-operatórias.
Repercussão e investigações policiais
O caso ganhou grande repercussão após familiares da vítima confrontarem o médico logo após receberem a notícia do falecimento. O profissional relatou ter sofrido agressões físicas e registrado boletim de ocorrência por lesão corporal e ameaça de morte.
Além da apuração ética conduzida pelo conselho de medicina, a Polícia Civil assumiu a responsabilidade de investigar criminalmente o caso para determinar eventuais responsabilidades pelo óbito da jovem, que era mãe de dois filhos.
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