A morte de Lurdes Maria de Lima Pessoa Padilha, de 24 anos, ocorrida durante uma lipoescultura e implante de próteses de silicone em Cuiabá, trouxe à tona o histórico profissional do responsável pelo procedimento. O médico Euller Gustavo Pompeu de Barros Gonçalves Preza é alvo de diversas ações judiciais movidas por pacientes que relatam complicações graves após passarem por intervenções estéticas sob os seus cuidados.
Os relatos reunidos em processos públicos incluem casos de rinoplastias que teriam resultado em deformidades respiratórias e estéticas, além de infecções severas e rejeição de próteses. A repercussão do caso atual intensificou o debate sobre a segurança em procedimentos cirúrgicos e a qualificação de profissionais que atuam na área estética na região.
Histórico de complicações em procedimentos estéticos
Documentos judiciais consultados revelam que os processos movidos contra o profissional abrangem diferentes tipos de cirurgias. Uma das pacientes relata ter passado por uma rinoplastia na clínica do médico em que sentiu fortes dores e precisou de intervenções reparadoras posteriores devido a assimetrias e dificuldades respiratórias. Outros casos envolvem implantes mamários que apresentaram infecções, abertura de pontos e necessidade de múltiplas cirurgias corretivas.
As ações detalham ainda custos com tratamentos paralelos, despesas médicas imprevistas e impactos na rotina profissional e psicológica das pacientes. Enquanto algumas demandas foram encerradas por desistência ou negociação de pedidos de indenização, outras continuam em andamento na Justiça de Mato Grosso aguardando perícias e novas decisões.
Ausência de registro de especialista e defesa
Além das contestações judiciais sobre os resultados cirúrgicos, os registros públicos do Conselho Federal de Medicina indicam que o profissional não possui o Registro de Qualificaçon de Especialista em cirurgia plástica. Embora esteja com a situação regular nos conselhos regionais de Mato Grosso e da Bahia, o cadastro nacional aponta a condição de médico sem especialidade registrada.
Em manifestação pública divulgada por meio de vídeo nas redes sociais, a defesa do médico, representada pelo advogado Alex Cardoso, argumenta que o profissional possui vasta experiência e que o índice de complicações em sua trajetória é considerado ínfimo diante do volume de procedimentos realizados ao longo dos anos. A defesa também sustentou que a ausência do registro formal de especialidade não invalida a capacitação adquirida por meio de prática e cursos na área.
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