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Empresas ameaçam romper com bancas jurídicas que não entregam segurança e resultados em IA

Clientes corporativos exigem resultados e segurança no uso de inteligência artificial, ameaçando trocar escritórios de advocacia.

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  • A inteligência artificial já deixou de ser apenas uma ferramenta para acelerar o trabalho dentro dos escritórios de advocacia e passa agora…
  • Clientes corporativos estão cobrando resultados concretos, mas que garantam a segurança no tratamento de informações confidenciais e explicações sobre como a tecnologia…
  • Essa é a conclusão de um levantamento recente sobre o futuro dos profissionais.Conforme o levantamento, a pressão já ameaça, inclusive, contratos e…
Empresas ameaçam romper com bancas jurídicas que não entregam segurança e resultados em IA
Canva

A inteligência artificial já deixou de ser apenas uma ferramenta para acelerar o trabalho dentro dos escritórios de advocacia e passa agora a influenciar até mesmo a decisão das empresas sobre quem contratar. Clientes corporativos estão cobrando resultados concretos, mas que garantam a segurança no tratamento de informações confidenciais e explicações sobre como a tecnologia é utilizada na elaboração de pareceres, contratos e outros documentos jurídicos. Essa é a conclusão de um levantamento recente sobre o futuro dos profissionais.

Conforme o levantamento, a pressão já ameaça, inclusive, contratos e coloca em discussão a forma como os honorários são cobrados. Para uma ampla fatia dos clientes corporativos entrevistados, é muito importante ou essencial que seus prestadores utilizem inteligência artificial para melhorar a qualidade dos serviços. No entanto, apenas uma pequena parcela afirma que a maioria ou todos os fornecedores conseguem atender a essa expectativa no dia a dia.

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Modelo de negócios e cobrança

A cobrança por maior eficiência também começa a atingir a estrutura de preços dos escritórios. Se a inteligência artificial permite concluir em menos tempo tarefas que antes exigiam horas de pesquisa, revisão e elaboração de documentos, os clientes passam a questionar como esses ganhos de produtividade devem aparecer nos honorários cobrados.

De acordo com a pesquisa, a maioria dos profissionais de departamentos jurídicos espera que os escritórios alterem seus modelos de negócios e a forma de cobrança por hora à medida que a tecnologia avança. Por outro lado, grande parte dos profissionais de escritórios afirma que a estrutura de precificação permanece inalterada, criando um debate acalorado sobre os rumos do setor.

A diferença expõe um possível foco de conflito entre contratantes e prestadores. Isso porque de um lado as empresas até querem compartilhar os benefícios econômicos da automação, mas por outro lado os escritórios precisam recuperar investimentos em tecnologia, treinamento e segurança, além de manter a responsabilidade técnica pelo trabalho entregue aos contratantes.

Segurança de dados e governança

Para além da qualidade dos serviços, a segurança das informações tornou-se um dos principais riscos associados à adoção da inteligência artificial na advocacia. Muitos profissionais jurídicos entrevistados afirmam utilizar alguma ferramenta automatizada com frequência semanal, embora boa parte ainda enfrente barreiras de acesso a soluções desenvolvidas especificamente para atividades profissionais de alta exigência.

O dado mais sensível é que diversos profissionais admitem utilizar ferramentas que não foram aprovadas formalmente por suas organizações. Isso significa que informações relacionadas a clientes, contratos e processos podem ser inseridas em sistemas sem que o escritório tenha controle adequado sobre o tratamento e a proteção desses dados corporativos confidenciais.

O risco envolve tanto a exposição de informações protegidas por sigilo profissional quanto a possibilidade de utilização inadequada de dados pessoais e estratégicos. Também existe o problema recorrente das respostas incorretas ou sem fundamentação verificável, que podem comprometer decisões jurídicas fundamentais para os negócios dos clientes.

Pressão sobre o mercado jurídico

No Brasil, a transformação ocorre em um ambiente de grande dimensão e com um volume expressivo de demandas judiciais em andamento. O país reúne um contingente massivo de advogados registrados que disputam clientes em um cenário no qual a produtividade e a capacidade de oferecer serviços diferenciados ganham importância vital para a sobrevivência no mercado.

A pressão comercial também aparece nos recortes regionais da pesquisa, onde muitos profissionais jurídicos acreditam que seus escritórios poderão perder contas importantes caso não consigam demonstrar o valor real proporcionado pelas novas tecnologias. A percepção crescente é de que a adoção desorganizada da inovação terá consequências diretas sobre a competitividade dos prestadores de serviços.

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