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Mercado agrícola em baixa: milho recua na bolsa de Chicago com avanço da colheita

Contratos futuros do milho recuam na bolsa de Chicago impulsionados pelo avanço da colheita nos Estados Unidos e maior oferta na América do Sul.

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  • Os contratos futuros do milho registraram baixa na bolsa de Chicago, refletindo um cenário de maior oferta internacional e menor apetite dos…
  • O vencimento para dezembro recuou 1,53%, cotado a US$ 4,67 por bushel, alcançando patamares que não eram vistos em cerca de oito…
  • O movimento foi acompanhado de perto por analistas e operadores que monitoram o comportamento dos fundos de investimento no mercado internacional.
Mercado agrícola em baixa: milho recua na bolsa de Chicago com avanço da colheita
Wenderson Araujo

Os contratos futuros do milho registraram baixa na bolsa de Chicago, refletindo um cenário de maior oferta internacional e menor apetite dos investidores pelos ativos do setor agrícola. O vencimento para dezembro recuou 1,53%, cotado a US$ 4,67 por bushel, alcançando patamares que não eram vistos em cerca de oito semanas. O movimento foi acompanhado de perto por analistas e operadores que monitoram o comportamento dos fundos de investimento no mercado internacional.

Especialistas apontam que a pressão vendedora ganhou força diante da redução das posições compradas e da expectativa de maior entrada de grãos no mercado global. Com o avanço das atividades no campo em importantes regiões produtoras, a dinâmica de preços nos mercados futuros passa a incorporar uma perspectiva de maior disponibilidade de produto a curto prazo.

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Avanço da colheita e clima favorável nos Estados Unidos

O principal vetor de pressão sobre as cotações do milho tem sido o ritmo das lavouras no Hemisfério Norte. A previsão de tempo mais seco no Cinturão do Milho, principal região produtora dos Estados Unidos, favorece o avanço das máquinas agrícolas e reduz o risco de perdas ou atrasos logísticos na colheita.

Embora os relatos de produtividade apresentem variações pontuais dependendo da localidade, a facilidade operacional no campo impulsiona a expectativa de oferta abundante. Os investidores agora aguardam os novos boletins oficiais para mensurar o volume exato colhido e o impacto real sobre os estoques finais da temporada.

Pressão adicional com a comercialização na América do Sul

Fora dos Estados Unidos, a safra na América do Sul também desempenha um papel determinante na formação dos preços globais. Produtores na Argentina intensificaram as vendas de milho nas últimas semanas, registrando volumes expressivos que superam a média histórica para o período.

Esse excedente comercializado por produtores sul-americanos acirra a concorrência nos portos e nos mercados de exportação, disputando espaço com o grão norte-americano. A conjuntura reforça a percepção de que a oferta mundial está bem suprida, limitando qualquer tentativa de reação imediata nos preços futuros em Chicago.

Desempenho dos demais grãos no mercado internacional

O movimento de retração não se limitou ao milho, alcançando também outras commodities agrícolas importantes negociadas na mesma praça financeira. Os contratos futuros da soja recuaram 0,61%, pressionados tanto pelo avanço da colheita americana quanto pelo ritmo acelerado do plantio no Brasil, que já cobre uma parcela expressiva da nova safra.

No caso do trigo, as cotações mantiveram a trajetória negativa após acumularem perdas nas semanas anteriores. A força do dólar frente a outras moedas reduziu a competitividade do cereal dos Estados Unidos, enquanto os dados recentes de embarques e exportações ficaram abaixo das projeções estimadas pelo setor privado.

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