MATO GROSSO

Gaeco na mira da Câmara de Várzea Grande após operação contra vereadores

Bruno Rios vai pedir dados ao Gaeco para avaliar medidas internas contra treze vereadores investigados em Várzea Grande.

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  • O vice-presidente da Câmara de Várzea Grande, vereador Bruno Rios (PL), afirmou que vai solicitar informações ao Grupo de Atuação Especial de…
  • A medida busca obter elementos para avaliar possíveis providências internas no Legislativo municipal, após a ação que mirou parlamentares e servidores públicos.
  • Até o momento, o parlamentar declarou que tomou conhecimento das investigações apenas pela imprensa e que ainda não teve acesso a documentos…
Gaeco na mira da Câmara de Várzea Grande após operação contra vereadores
Reprodução / reportermt.com

O vice-presidente da Câmara de Várzea Grande, vereador Bruno Rios (PL), afirmou que vai solicitar informações ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) sobre a Operação Cathedra Venalis. A medida busca obter elementos para avaliar possíveis providências internas no Legislativo municipal, após a ação que mirou parlamentares e servidores públicos.

Até o momento, o parlamentar declarou que tomou conhecimento das investigações apenas pela imprensa e que ainda não teve acesso a documentos oficiais do processo. A prioridade é formalizar o pedido para entender o alcance das suspeitas e definir os próximos passos institucionais.

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Articulação política e investigações em andamento

Deflagrada em uma terça-feira, a Operação Cathedra Venalis investiga suspeitas de pagamento de vantagens indevidas a vereadores em troca de apoio político na disputa pela Mesa Diretora. A apuração também aponta possíveis repasses periódicos com a finalidade de manter agentes públicos em silêncio diante de supostas irregularidades.

As suspeitas tiveram origem em uma denúncia anônima protocolada no Ministério Público em maio. O documento relatava a criação de um esquema para garantir o resultado da eleição da Mesa Diretora, envolvendo o confinamento de parlamentares em uma chácara na região metropolitana.

Contexto da disputa pela Mesa Diretora

A denúncia encaminhada ao Gaeco detalhava que cerca de doze vereadores teriam permanecido sob escolta em uma propriedade no distrito de Nossa Senhora da Guia, em Cuiabá. O local pertencia ao vereador Dr. Miguel (Cidadania), onde os parlamentares ficariam até a data da sessão decisiva.

Wanderley Cerqueira (MDB) foi reconduzido à presidência da Câmara Municipal de Várzea Grande em 14 de maio deste ano. No entanto, a eleição foi posteriormente anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) com base no princípio da anterioridade, que restringe a realização antecipada de pleitos internos.

Cobrança por nova eleição no Legislativo

Com a anulação do pleito anterior, Bruno Rios cobra a realização de uma nova eleição para o comando da Casa de Leis. O vereador sustenta que o grupo político opositor possui sustentação necessária para vencer a disputa e acusa a atual gestão de impor barreiras para retardar o processo.

A repercussão da operação policial e os desdobramentos judiciais continuam movimentando os bastidores políticos locais, colocando a transparência e a legalidade das movimentações da Câmara Municipal no centro do debate público regional.

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