O mercado físico do boi gordo apresenta movimentos mais moderados de alta, enquanto a oferta restrita de animais continua sustentando as cotações nas principais regiões produtoras do país. Apesar da menor intensidade dos reajustes observados, as escalas de abate não apresentam evolução significativa e permanecem concentradas entre cinco e seis dias úteis na maioria das praças pesquisadas por analistas do setor.
Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o cenário atual mantém os frigoríficos ativos nas compras e ainda permite avanços pontuais nos preços, principalmente nas localidades que registram menor disponibilidade de boiadas prontas para o abate. Com isso, o equilíbrio entre a necessidade das indústrias e a retenção de animais pelos pecuaristas dita o ritmo dos negócios no campo.
Panorama regional das cotações da arroba
Nas principais praças pecuárias brasileiras, os valores praticados refletem essa dinâmica de oferta restrita e demanda firme por parte da indústria frigorífica. Em São Paulo, a referência média para a arroba do boi gordo ficou em R$ 384,13, na modalidade a prazo, servindo como principal termômetro para o mercado nacional.
Em outras importantes regiões produtoras, os patamares de negociação acompanham a tendência de sustentação. Na praça de Goiás, a cotação média registrada foi de R$ 369,46 por arroba, enquanto em Minas Gerais o preço médio alcançou R$ 375,29. Já no Mato Grosso do Sul, a arroba foi indicada a R$ 372,95, e no estado do Mato Grosso a referência ficou em R$ 357,09.
Comportamento dos preços no atacado da carne bovina
No mercado atacadista de carne bovina, os preços também registraram reajustes pontuais. Em São Paulo, o quarto dianteiro avançou R$ 0,30 por quilo, passando a ser negociado a R$ 22,30. O quarto traseiro permaneceu cotado a R$ 29,50 por quilo, ao passo que a ponta de agulha subiu R$ 0,25, alcançando R$ 20,75 por quilo.
Apesar desses ajustes nos cortes, a expectativa predominante entre os operadores do setor é de maior acomodação da demanda durante a segunda quinzena do mês. O período costuma apresentar menor apelo ao consumo por parte das famílias, além de contar com a redução dos efeitos econômicos associados à injeção dos salários na economia local e nacional.
Concorrência com outras proteínas e cenário cambial
Outro fator determinante para o comportamento do mercado é a forte concorrência enfrentada pela carne bovina frente às proteínas de frango e suína. De acordo com análises do setor, essa competitividade limita a ocorrência de movimentos mais expressivos de valorização no atacado, mantendo um teto para os preços repassados ao consumidor final.
Paralelamente, o mercado cambial também registrou movimentações relevantes na sessão econômica. O dólar comercial encerrou o dia em baixa de 0,57%, cotado a R$ 5,0177 para venda e R$ 5,0147 para compra, oscilando entre a mínima de R$ 5,0046 e a máxima de R$ 5,0441 ao longo do pregão oficial.
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