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Wanderley barra votação e trava repasse de R$ 16 milhões para abastecimento de água em VG


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JB News

Da redação

Projeto está na Câmara desde abril e permitiria à gestão Flávia Moretti transferir R$ 2 milhões mensais ao DAE; presidente alega necessidade de ampliar discussão

A decisão do presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, vereador Wanderley Cerqueira (MDB), de impedir a inclusão na pauta do projeto que autoriza o repasse de recursos ao Departamento de Água e Esgoto (DAE) provocou forte repercussão nesta terça-feira (25). Sem a votação, a Prefeitura fica impossibilitada de transferir R$ 16 milhões à autarquia para enfrentar os problemas no abastecimento de água e no esgotamento sanitário do município.

A proposta está em tramitação no Legislativo desde abril de 2026 e prevê que a gestão da prefeita Flávia Moretti (PL) destine R$ 2 milhões mensais ao DAE. Os recursos seriam utilizados para cobrir o déficit operacional da autarquia e garantir a continuidade de serviços considerados essenciais.

Apesar da urgência defendida pela base governista, Wanderley negou a inclusão do texto na pauta e afirmou que a matéria ainda precisa ser analisada com maior profundidade.

“Indefiro este projeto e, na próxima sessão, vamos estudar mais a inclusão deste projeto”, declarou o presidente.

A decisão aumentou a pressão política sobre a Câmara em meio às reclamações recorrentes de moradores que enfrentam torneiras secas e passam vários dias sem receber água. O abastecimento irregular é apontado há anos como um dos problemas mais graves de Várzea Grande.

Líder da prefeita no Legislativo, o vereador Rogerinho da Dakar (PSDB) defendeu a votação imediata e alertou que, sem autorização parlamentar, o Executivo não pode encaminhar o dinheiro ao DAE.

“É fundamental termos a aprovação deste projeto. São R$ 16 milhões ao todo que irão colaborar com melhorias no abastecimento, destinados à cobertura do déficit operacional e à manutenção da continuidade dos serviços públicos essenciais de abastecimento de água e esgotamento sanitário”, afirmou Rogerinho.

O texto estabelece que os valores somente poderão ser empregados no custeio operacional dos serviços de água e esgoto. Também proíbe a utilização do dinheiro para qualquer finalidade diferente daquela prevista na proposta.

“Os recursos transferidos deverão ser aplicados exclusivamente no custeio operacional dos serviços públicos de abastecimento de água e esgotamento sanitário, vedada sua utilização para finalidade diversa”, determina o projeto.

A matéria também obriga o Município a adotar mecanismos de controle interno e transparência, garantindo a identificação e o acompanhamento de todas as despesas efetuadas com os recursos.

Embora a decisão de Wanderley não represente um veto definitivo ao conteúdo da proposta, a retirada da pauta adia sua análise e mantém bloqueado o repasse milionário. O presidente declarou que o assunto poderá voltar a ser discutido na próxima sessão, mas não confirmou quando o projeto será efetivamente submetido ao plenário.

Enquanto Câmara e Prefeitura travam a disputa em torno da autorização, moradores continuam convivendo com interrupções no fornecimento. A demora na votação coloca o Legislativo no centro da crise hídrica e amplia a cobrança por uma resposta rápida diante de um problema que afeta diretamente milhares de famílias várzea-grandenses.

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