Os contratos de minidólar (WDOX26), com vencimento em novembro, encerraram a sessão anterior no campo negativo, registrando queda de 0,36% e fechando aos 5.036 pontos. O movimento refletiu o comportamento do dólar à vista, que recuou 0,58% para ser cotado a R$ 5,0182, acompanhando a desvalorização global da moeda norte-americana e o alívio nos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano de longo prazo.
No ambiente doméstico, a dinâmica cambial tem sido fortemente influenciada por expectativas em torno do cenário político e eleitoral, além do fluxo contínuo de capital estrangeiro para o mercado brasileiro. Esse cenário de maior apetite ao risco ajudou a sustentar o real nas últimas sessões, enquanto o índice acionário nacional acumulou desempenho positivo expressivo, superando a marca de 208 mil pontos.
Comportamento gráfico e níveis de suporte
Nas operações de curto prazo, a análise do gráfico de 15 minutos mostra que o contrato tentou uma reação no final do pregão, conseguindo fechar acima das médias móveis de 9 e 21 períodos. No entanto, os analistas apontam que a pressão vendedora ainda predomina, exigindo atenção redobrada dos participantes do mercado quanto à sustentação dos patamares atuais.
Para que a trajetória de baixa ganhe força, o mercado monitora o rompimento da faixa de suporte situada entre 5.025 e 5.013,5 pontos. Caso essa região seja perdida, o fluxo vendedor poderá intensificar o recuo em direção a alvos mais distantes na faixa de 4.995,5 a 4.968,5 pontos. Por outro lado, qualquer tentativa de recuperação consistente dependerá da superação imediata da resistência localizada em 5.045 e 5.056,5 pontos.
Perspectivas nos gráficos de 60 minutos e diário
Ampliando o horizonte para o gráfico de 60 minutos, os contratos permanecem oscilando entre as médias móveis de 9 e 21 períodos, evidenciando um momento de indecisão e consolidação de preços. Essa indefinição reflete a cautela dos investidores diante de divulgações econômicas recentes, como pesquisas de opinião e avaliações sobre a situação fiscal do país.
No gráfico diário, o cenário técnico reforça a necessidade de vigilância constante por parte dos operadores de câmbio e derivativos. O índice de força relativa (IFR) de 14 períodos encontra-se em 39,69, uma leitura neutra que não aponta condições extremas de sobrecompra nem de sobrevenda, deixando espaço aberto para novas movimentações conforme o fluxo de ordens se desenvolva.
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