A Polícia Civil concluiu as investigações sobre o caso das duas primas de 18 anos que permaneceram desaparecidas por quatro meses no noroeste do Paraná. O inquérito apontou que Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida foram assassinadas após deixarem uma casa noturna no município de Paranavaí, em um crime que mobilizou forças de segurança e gerou grande repercussão na região.
O principal suspeito foi identificado como Clayton Antônio da Silva Cruz, de 39 anos. Segundo o relatório policial, o homem morreu durante uma tentativa de cumprimento de mandado de prisão. Além dele, um segundo indivíduo, de 29 anos, foi formalmente indiciado por auxiliar na ocultação dos corpos das jovens, apontando às autoridades o local exato onde as vítimas foram enterradas na zona rural.
Investigação e dinâmica do crime
As apurações revelaram que o desaparecimento teve início após uma saída de Cianorte, na madrugada de 21 de abril. Na ocasião, as jovens acompanhavam o principal suspeito, que utilizava uma identidade falsa sob o nome de Davi e encontrava-se na condição de foragido da Justiça por crimes de roubo.
Imagens de câmeras de segurança registraram a movimentação do grupo em estabelecimentos comerciais e em uma casa noturna de Paranavaí. De acordo com os laudos técnicos elaborados a partir dos vestígios encontrados nas ossadas, Sttela foi atingida por disparos de arma de fogo na cabeça e no tórax ainda no interior do veículo, enquanto Letycia foi baleada no crânio do lado de fora do automóvel.
Localização das vítimas e laudos periciais
As buscas chegaram a um desfecho em 21 de agosto, quando os restos mortais foram localizados em uma área rural do município de Paraíso do Norte, distante mais de 27 quilômetros de Paranavaí. A confirmação oficial das identidades ocorreu dias depois, em 27 de agosto, após a conclusão de exames especializados de odontologia forense e análises antropológicas.
O suporte prestado pelo segundo envolvido foi determinante para a elucidação da dinâmica posterior aos homicídios. Conforme as autoridades policiais, o homem admitiu ter colaborado com o transporte e o sepultamento clandestino dos corpos, o que permitiu o avanço nas diligências conduzidas pela Polícia Civil.
Próximos passos na justiça
Com o encerramento do inquérito policial, todo o material probatório e o relatório final foram encaminhados ao Poder Judiciário. A atuação do Ministério Público e das instâncias judiciais agora se concentra na análise das responsabilidades criminais remanescentes, especialmente no que tange à participação do segundo investigado na ocultação dos cadáveres.
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