A Justiça Eleitoral retomou a contagem dos votos para presidente da República e para os governos estaduais em segundo turno por todo o território nacional. O andamento da apuração ocorre logo após o encerramento do horário de votação, que precisou ser estendido em algumas regiões do país por determinação judicial.
Em Mato Grosso, onde Otaviano Pivetta (Republicanos) garantiu a reeleição logo no primeiro turno, os eleitores compareceram às urnas exclusivamente para o pleito presidencial. Com o início da divulgação dos dados oficiais, a disputa nacional passou a atrair a atenção do eleitorado mato-grossense e de todo o Brasil.
Parcial da apuração e liderança inicial
Com o início da totalização dos dados pelo Tribunal Superior Eleitoral, as primeiras parciais começaram a refletir a preferência dos eleitores nas urnas. O levantamento inicial demonstra a movimentação dos percentuais à medida que novas seções eleitorais remetem os boletins de urna para o sistema central da Justiça Eleitoral.
Neste momento, 2,72% das urnas já foram apuradas em todo o país. Os números parciais apontam Flávio Bolsonaro na liderança com 56,54% dos votos válidos, enquanto Lula registra 43,46% na contagem preliminar divulgada pelos órgãos competentes.
Prorrogação da votação e impactos regionais
A contagem oficial em território nacional sofreu alteração no cronograma após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, determinar a prorrogação da votação até as 19h no horário de Brasília. A medida atendeu a solicitações apresentadas pelas campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro, que apontaram irregularidades e entraves logísticos em diversos municípios brasileiros.
No estado de Mato Grosso, no entanto, a determinação judicial não pôde ser integralmente aplicada. As seções eleitorais locais já haviam encerrado os trabalhos e iniciado o fechamento das urnas quando a notificação oficial chegou aos órgãos responsáveis pela condução do pleito na região.
Dificuldades de transporte e medidas judiciais
Eleitores de diferentes capitais e municípios relataram sérios obstáculos para acessar os locais de votação durante o segundo turno. Moradores de São Paulo (SP), Salvador (BA), Petrópolis (RJ) e João Pessoa (PB) enfrentaram transtornos significativos devido à escassez de ônibus e à redução drástica na frota de transporte público disponível.
A situação mais crítica ocorreu na capital baiana. Diante das falhas no sistema de transporte coletivo, o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) determinou a prisão em flagrante do prefeito Bruno Reis (União Brasil) e do secretário de Mobilidade, Pablo Souza, além de aplicar uma multa horária de R$ 1 milhão pelo descumprimento das normas eleitorais.
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