MATO GROSSO

Abstenção eleitoral em Mato Grosso supera média nacional e pode influenciar pleito presidencial

Abstenção eleitoral em Mato Grosso supera média nacional e pode influenciar cenário político e a disputa presidencial.

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  • A abstenção nas eleições em Mato Grosso historicamente supera a média nacional e pode se tornar uma variável importante na disputa presidencial…
  • Com a eleição para o Governo do Estado já definida no primeiro turno, a mobilização dos eleitores que deixaram de comparecer às…
  • Histórico de ausência nas urnas mato-grossenses Um levantamento realizado pela Justiça Eleitoral mostra que Mato Grosso registrou índices de abstenção superiores aos…
Abstenção eleitoral em Mato Grosso supera média nacional e pode influenciar pleito presidencial
Gláucio Nogueira

A abstenção nas eleições em Mato Grosso historicamente supera a média nacional e pode se tornar uma variável importante na disputa presidencial de 2026. Com a eleição para o Governo do Estado já definida no primeiro turno, a mobilização dos eleitores que deixaram de comparecer às urnas passa a ser um dos fatores a serem observados na disputa entre os candidatos à Presidência da República.

Histórico de ausência nas urnas mato-grossenses

Um levantamento realizado pela Justiça Eleitoral mostra que Mato Grosso registrou índices de abstenção superiores aos do Brasil nos segundos turnos das quatro últimas eleições presidenciais. Em 2010, 26,06% dos eleitores mato-grossenses aptos a votar não compareceram às urnas, contra 21,47% na média nacional. Em 2014, as taxas foram de 25,43% no Estado e 21,1% no país.

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O cenário se repetiu em 2018, quando a abstenção chegou a 26,23% em Mato Grosso e a 21,3% no Brasil. Já em 2022, houve recuo nos dois recortes, com o índice mato-grossense caindo para 22,53% e o nacional, para 20,59%.

Diferença em relação aos índices brasileiros

Apesar da redução registrada no último pleito, a diferença entre Mato Grosso e a média brasileira permaneceu. Em 2022, o índice estadual ficou 1,94 ponto percentual acima do nacional, enquanto em 2018 a distância havia sido de 4,93 pontos.

A redução de 2022 chama a atenção por ter ocorrido em uma eleição marcada pela polarizaçã o entre Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro. Como Lula tenta um quarto mandato e o senador Flávio Bolsonaro é o nome da direita herdando o legado político do pai, a expectativa é que o comparecimento siga em alta.

Estratégias de mobilização política em Cuiabá

O histórico mostra que a diferença entre comparecer ou não às urnas pode ter relevância em uma eleição disputada. Quanto mais equilibrada a votação entre os candidatos, maior pode ser o peso de mudanças na participação eleitoral, embora o impacto efetivo dependa de quem retorna às urnas e de como esses eleitores distribuem seus votos.

Justamente por isso, apoiadores de Lula e Flávio em Mato Grosso trabalharam, durante as três semanas entre os dois turnos da disputa, para mobilizar os eleitores que, por motivos variados, não compareceram às urnas em 4 de outubro.

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