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Aumento das ausências ameaça desidratar o engajamento esperado no 2º turno

Cientista político aponta que abstenção pode subir no 2º turno devido ao fim das disputas estaduais e impacto na mobilização.

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  • A abstenção nas eleições presidenciais pode aumentar no segundo turno, marcado para 25 de outubro.
  • A possibilidade foi levantada pelo cientista político Bruno Soller, sócio da Real Time Big Data, durante participação no programa de política do…
  • No primeiro turno, o estado registrou uma abstenção próxima de 17%, impulsionada por uma disputa acirrada pelo governo estadual.Para Soller, o encerramento…
Aumento das ausências ameaça desidratar o engajamento esperado no 2º turno
Reprodução / infomoney.com.br

A abstenção nas eleições presidenciais pode aumentar no segundo turno, marcado para 25 de outubro. A possibilidade foi levantada pelo cientista político Bruno Soller, sócio da Real Time Big Data, durante participação no programa de política do InfoMoney.

Segundo o especialista, embora exista uma expectativa de maior mobilização dos eleitores na reta final da disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro, a ausência de eleições para governador em parte dos estados pode produzir o efeito contrário no comparecimento às urnas.

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O peso das disputas estaduais na participação do eleitor

Durante a análise, o cientista político citou o Ceará como exemplo da influência direta das eleições estaduais sobre o engajamento do eleitorado. No primeiro turno, o estado registrou uma abstenção próxima de 17%, impulsionada por uma disputa acirrada pelo governo estadual.

Para Soller, o encerramento dessas disputas locais pode diminuir o interesse de parcela significativa da população em retornar aos locais de votação apenas para registrar o voto para presidente. No entanto, ele ponderou que não espera uma mudança drástica ou inédita no índice geral de abstenção em âmbito nacional.

  • O primeiro turno registrou 33,4 milhões de eleitores ausentes.
  • O índice representou 21,08% do eleitorado brasileiro.
  • Foi o maior percentual de ausência em um primeiro turno desde 1998.
  • Em 2022, a abstenção caiu ligeiramente de 20,95% para 20,59% no segundo turno.

Mobilização e fidelidade do eleitorado na reta final

O nível de comparecimento é monitorado de perto pelas equipes estratégicas das campanhas na última semana que antecede a votação definitiva. Além de atrair eleitores que votaram em candidatos eliminados, convencer o grupo que se absteve na etapa anterior é um dos desafios para alterar o cenário.

Apesar disso, os monitoramentos internos apontam alta fidelidade entre os eleitores já decididos. Entre 94% e 95% daqueles que escolheram um dos principais concorrentes no início de outubro mantêm a intenção de voto firmada, indicando bases consolidadas para a decisão final nas urnas.

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