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Alckmin avalia combate ao crime organizado e comenta classificação de facções como terroristas

Geraldo Alckmin defende investigação e prisão contra facções e comenta PEC da segurança e maioridade penal em entrevista à Rádio Tupi.

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  • O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, manifestou-se nesta quarta-feira (14) sobre os desafios da segurança pública no Brasil.
  • Em entrevista à Rádio Tupi, o vice-presidente pontuou que, embora não veja óbices técnicos em classificar facções criminosas como organizações terroristas, a…
  • Para o vice-presidente, o foco das autoridades deve recair sobre a inteligência policial, o rigor na investigação e a manutenção de lideranças…
Alckmin avalia combate ao crime organizado e comenta classificação de facções como terroristas
presidente da República

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, manifestou-se nesta quarta-feira (14) sobre os desafios da segurança pública no Brasil. Em entrevista à Rádio Tupi, o vice-presidente pontuou que, embora não veja óbices técnicos em classificar facções criminosas como organizações terroristas, a medida isolada não seria suficiente para solucionar a complexa crise de violência que atinge o país.

Para o vice-presidente, o foco das autoridades deve recair sobre a inteligência policial, o rigor na investigação e a manutenção de lideranças criminosas em regimes de segurança máxima. Alckmin enfatizou que a impunidade atua como um estímulo para a continuidade das atividades ilícitas, defendendo que a prisão constante de membros dessas organizações é o caminho mais eficaz para retirar criminosos das ruas e desarticular redes de comando.

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Estratégias de enfrentamento e cooperação internacional

Ao abordar a possibilidade de intervenções externas, Alckmin descartou a atuação direta de forças americanas em território brasileiro contra grupos como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC). Em vez disso, o vice-presidente defendeu uma integração mais robusta entre os países vizinhos para o controle de fronteiras e o combate ao tráfico transnacional de drogas.

Ele destacou que o fluxo de entorpecentes, como a cocaína, exige uma articulação regional, uma vez que a produção ocorre fora das fronteiras nacionais. A criação de forças-tarefas conjuntas foi apontada como uma necessidade estratégica para conter o avanço do crime organizado que se beneficia de rotas internacionais de distribuição.

Avanços na legislação e o papel da PEC da segurança

Durante a entrevista, o vice-presidente celebrou a aprovação da PEC da segurança pública pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Segundo Alckmin, a proposta representa um passo fundamental ao conferir maior protagonismo aos municípios nas políticas de segurança e ao estruturar um ministério federal com atribuições mais claras e eficazes.

O texto, que agora segue para análise no plenário, é visto pelo governo como uma ferramenta para elevar o rigor punitivo contra integrantes de facções. A expectativa é que a nova organização administrativa permita uma resposta estatal mais ágil e coordenada frente às ameaças do crime organizado.

Posicionamento sobre a maioridade penal

Questionado sobre o debate em torno da redução da maioridade penal para 16 anos, pauta frequentemente defendida por setores da direita, Alckmin adotou uma postura pragmática. Ele declarou ser favorável à medida especificamente para crimes de natureza grave, como homicídios e latrocínios, mas reforçou que a mudança legislativa não deve ser tratada como uma solução única.

O vice-presidente argumentou que o enfrentamento à criminalidade juvenil exige uma abordagem multifacetada, que inclua investimentos consistentes em educação e a oferta de oportunidades reais para a juventude. Para Alckmin, o rigor da lei deve caminhar lado a lado com políticas públicas que previnam a entrada de jovens no mundo do crime.

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