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O mercado internacional de commodities agrícolas vive um momento de cautela e reajustes. Na última quarta-feira (14), os contratos futuros do café arábica registraram uma valorização de 1,83% na bolsa de Nova York, encerrando o pregão cotados a US$ 2,98 por libra-peso. O movimento reflete uma preocupação crescente entre investidores com a estabilidade da oferta global, pressionada por quebras de safra e anomalias climáticas.
Impactos da redução produtiva na Colômbia
A alta nas cotações é sustentada, em grande parte, pelos números desfavoráveis vindos da Colômbia, o segundo maior produtor mundial de café arábica. Dados da Federação Nacional dos Cafeicultores indicam que a safra 2025/26, iniciada em outubro de 2025, apresentou uma queda de 15% na produção, totalizando 12,65 milhões de sacas.
Além da redução na colheita, o volume de exportações colombianas também sofreu um recuo de 12%, atingindo 11,78 milhões de sacas. Esse desequilíbrio entre a oferta disponível e a demanda internacional atua como um suporte direto para os preços, mantendo o mercado em estado de alerta diante de qualquer sinal de escassez adicional.
O papel do clima e o fenômeno El Niño
O radar dos investidores permanece voltado para as condições meteorológicas na América do Sul e na Ásia. O fenômeno El Niño tem sido apontado como o principal vilão, com potencial para alterar regimes de chuvas e temperaturas, prejudicando o desenvolvimento das lavouras.
No Brasil, a preocupação é com a próxima safra. Informações da Commercial sugerem que o atraso nas chuvas deste mês pode impactar negativamente a fase de floração dos cafezais. Caso o regime hídrico não se normalize, o desenvolvimento da safra 2026/27 pode ser comprometido, gerando incertezas que reverberam diretamente nas bolsas de valores.
Cenário misto para outras commodities
Enquanto o café mantém sua trajetória de alta, outros produtos agrícolas enfrentam dinâmicas distintas no mercado internacional. O cacau, por exemplo, viu suas cotações atingirem o maior nível em um mês em Nova York, impulsionado pelo aumento no processamento da amêndoa, apesar dos desafios logísticos causados por chuvas intensas na Costa do Marfim.
Por outro lado, o açúcar registrou desvalorização de 1,28%, pressionado pelo fortalecimento do dólar — que atingiu o maior patamar em um ano e meio — e pela liquidação de posições compradas. O dólar forte encarece produtos negociados na moeda para compradores estrangeiros, o que tende a reduzir a competitividade e pressionar os preços para baixo.
Para acompanhar os desdobramentos do mercado de commodities e entender como as variações climáticas e econômicas impactam o agronegócio global, continue acompanhando o Play Notícias News. Nosso compromisso é levar até você uma cobertura aprofundada, com a credibilidade e a agilidade que o seu dia a dia exige.
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