O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) no Rio de Janeiro recebe a exposição Amazônicas: Poéticas Femininas, uma mostra que coloca em evidência a potência criativa e a diversidade estética produzida por mulheres nos estados do Pará, Acre e Amazonas. Com um conjunto de 80 obras assinadas por 21 artistas, a exibição ocupa integralmente o segundo andar do centro cultural, consolidando um percurso que já passou por cidades como Belém, Fortaleza e Brasília.
Trajetória e pesquisa na curadoria da mostra
A iniciativa é uma realização do Museu das Mulheres, instituição pioneira no Brasil voltada à valorização da produção artística, cultural e histórica feminina. A curadoria e a direção artística levam a assinatura de Sissa Aneleh, que estruturou a exposição a partir de uma investigação acadêmica de 16 anos, iniciada em seus estudos de mestrado e doutorado.
Para a curadora, a produção contemporânea da região Norte não é apenas um recorte regional, mas um capítulo fundamental da história da arte brasileira. Segundo Aneleh, o objetivo é garantir que essa contribuição seja reconhecida nacionalmente, superando visões periféricas e estabelecendo o protagonismo dessas artistas no cenário das artes visuais.
Diversidade de suportes e temáticas amazônicas
A exposição apresenta um arco temporal que abrange desde a década de 1970 até produções contemporâneas recentes. O público encontra uma variedade técnica que inclui pintura, escultura, fotografia e videoarte, com nomes de destaque como Auá Mendes, Keila-Sankofa e Bárbara Savannah.
As obras exploram temas como o artivismo, a relação do corpo com a obra, além de profundas conexões com a cultura indígena, afro-brasileira e as chamadas tecnologias amazônicas. A curadora ressalta que a escolha das artistas foi pautada pela permanência de suas pesquisas em torno do universo feminino, da ancestralidade e da chamada “arte do afeto”, característica marcante na região.
Tecnologia e acessibilidade no CCBB
Além das telas e esculturas tradicionais, a mostra oferece uma experiência imersiva. Visitantes podem utilizar óculos 3D para visualizar obras em 360 graus e assistir a um filme em realidade virtual que integra o acervo do Museu das Mulheres. O espaço busca, assim, dialogar com novas linguagens digitais sem perder a essência das narrativas locais.
A acessibilidade é um pilar central do projeto, que disponibiliza recursos como obras táteis, audiodescrição e intérpretes de Libras. Há ainda um kit específico para o público neurodivergente e uma política de contratação que prioriza profissionais PCD e neurodiversos, reforçando o compromisso inclusivo da instituição. Para mais detalhes sobre a programação, visite o site oficial do CCBB.
A exposição, que também promove oficinas de economia criativa e atividades educativas para jovens, tem entrada franca e permanece aberta ao público até o dia 16 de novembro. Continue acompanhando o Play Notícias News para se manter informado sobre os principais eventos culturais e os desdobramentos das artes no Brasil.
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