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Braço direito de líder do CV é alvo de operação por ocultação de bens em Cuiabá


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JB News

Por Emerson Teixeira

Suspeito teria movimentado recursos por contas próprias e de terceiros; Justiça também determinou bloqueios financeiros e buscas contra investigados

Apontado como responsável por auxiliar na movimentação financeira e na ocultação de bens atribuídos ao Comando Vermelho, Lucas Ferreira Galhardo é o principal alvo da segunda fase da Operação Roleta Russa, deflagrada pela Polícia Civil nesta quarta-feira (26), em Cuiabá.

Lucas é investigado como braço direito de Gilson Rodrigues Santos, conhecido como “Russo”, apontado pela Polícia Civil como uma das principais lideranças da facção criminosa na Capital. Russo está preso na Penitenciária Central do Estado (PCE).

Contra o principal investigado foram expedidos mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias. As ordens judiciais são cumpridas por equipes da Gerência de Combate ao Crime Organizado e da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco).

Segundo a investigação, Lucas teria atuado diretamente no apoio operacional a Russo, sobretudo na movimentação de dinheiro e na tentativa de esconder a origem e a verdadeira propriedade de bens e valores vinculados ao grupo criminoso.

A Polícia Civil identificou transações realizadas por meio de contas bancárias do próprio investigado e de terceiros, além de transferências via Pix e divisão de valores. Para os investigadores, essas movimentações teriam sido utilizadas para dificultar o rastreamento dos recursos e ocultar os beneficiários do dinheiro.

Um dos bens que mais chamou a atenção durante a apuração foi um Toyota Corolla Cross avaliado em mais de R$ 150 mil. Conforme a Polícia Civil, o veículo pertenceria a Russo, mas foi registrado em nome da mãe de Lucas.

Apesar de formalmente estar em nome de outra pessoa, o automóvel permanecia guardado na residência do principal investigado. O veículo também estaria disponível para ser utilizado por outra integrante da organização criminosa.

A investigação identificou ainda a possível participação de Lucas em negociações e na ocultação de outros veículos relacionados ao grupo. A Polícia Civil busca esclarecer a origem dos recursos empregados nas aquisições, quem seriam os verdadeiros proprietários dos bens e de que maneira terceiros teriam sido utilizados para encobrir o patrimônio atribuído à facção.

Além das medidas de prisão e busca e apreensão, a Justiça determinou o bloqueio de até R$ 100 mil em ativos financeiros do principal investigado. Outro alvo e uma empresa ligada a ele também tiveram o bloqueio autorizado, neste caso até o limite de R$ 20 mil.

A segunda fase da Operação Roleta Russa teve origem na análise dos materiais recolhidos durante a primeira etapa da investigação, realizada em maio deste ano. O conteúdo apreendido permitiu aos policiais aprofundar o rastreamento financeiro e identificar novos suspeitos de atuar no suporte patrimonial e operacional da organização criminosa.

As investigações continuam com o objetivo de identificar outros integrantes, rastrear novas movimentações de recursos e esclarecer como funcionava a estrutura supostamente utilizada para esconder bens e dinheiro atribuídos ao Comando Vermelho.



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