O Tribunal do Júri de Nova Xavantina condenou Adailton de Souza Alves a 16 anos e 4 meses de reclusão em regime inicial fechado pelo feminicídio de Maria José Pereira da Silva. O julgamento ocorreu nesta Quinta-feira, 22 de Outubro de 2026, e foi marcado pela expedição imediata de um mandado de prisão contra o réu.
O condenado participou da sessão por videoconferência e permanece considerado foragido pelas autoridades policiais. O caso mobilizou a comarca local e reforça o debate sobre a gravidade dos crimes cometidos em contexto de violência de gênero no interior do estado.
Decisão do conselho de sentença e atuação do ministério público
Durante a sessão de julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente as teses apresentadas pela acusação. O promotor de justiça Fábio Rogério de Souza Sant’Anna Pinheiro sustentou com sucesso as qualificadoras de motivo fútil, emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e o crime praticado em contexto de violência doméstica.
Para a acusação, o conjunto probatório demonstrou claramente a intenção homicida e a dinâmica dos fatos. Os jurados reconheceram que a conduta do réu preencheu os requisitos legais para a tipificação qualificada do feminicídio, refletindo o rigor na aplicação da lei penal para casos dessa natureza.
Dinâmica do crime e antecedentes apurados na investigação
O assassinato aconteceu em maio de 2017. Na época, as investigações apontaram que Adailton de Souza Alves e Maria José Pereira da Silva estavam separados havia alguns dias, mas o homem se recusava a aceitar o fim do relacionamento amoroso.
No dia do homicídio, a vítima realizava a limpeza do quintal de sua residência quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Munido de uma arma de fogo, o agressor efetuou vários disparos contra a mulher, atingindo fatalmente a região torácica.
Fuga do réu e motivação fútil identificada pela perícia
A perícia técnica constatou que o disparo atravessou o coração da vítima, causando sua morte imediata. Após cometer o ato, o réu fugiu do local em uma motocicleta, passando pela residência de um conhecido e seguindo em direção ao município de Campinápolis, onde descartou a arma utilizada no crime.
Segundo o Ministério Público do Estado de Mato Grosso, a motivação fútil esteve relacionada ao ciúme obsessivo. Dias antes do homicídio, o acusado teria visto a vítima abraçando outra pessoa em um estabelecimento comercial, o que intensificou o inconformismo com o término e culminou no ataque violento.
O Play Notícias News continuará acompanhando os desdobramentos deste caso e a atuação das forças de segurança na captura do foragido. Continue navegando por nosso portal para manter-se informado sobre as principais notícias da justiça, segurança pública e fatos de relevância regional e nacional, sempre com apuração rigorosa e compromisso com a verdade.
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