Copa: Fotógrafos revelam estratégias para driblar dificuldades
Dentro de campo, apesar do lugar privilegiado, a sensação é diferente daquela que permeia a arquibancada. O fotógrafo Tarso Sarraf, do jornal “O Liberal”, de Belém (PA), assume que torce, sim, mas que o fotógrafo tem outros objetivos ali: “A gente torce do nosso jeito. Eu não sou de ficar vibrando, nada disso. Fico ali, torcendo com a cara na máquina. É uma Copa muito importante por se tratar da última edição para muitos craques como o Messi, Cristiano Ronaldo, Neymar. E também por conta dos que estão fazendo história ainda, como o Mbappé”.
E se engana quem acha que é chegar ao estádio, sentar, clicar e fim de papo. A preparação para o jogo segue protocolos similares ao dos jogadores, com direito a uma base onde os profissionais escutam a “preleção” feita pelos editores e, então, possam sair em busca do clique perfeito.
Fotógrafo também precisa ter estratégia

Reservar uma vaga nos melhores lugares não é fácil. Primeiro, os fotógrafos recorrem à Fifa (Federação Internacional de Futebol) por meio de um aplicativo. A entidade possui três grupos de locais destinados a fotógrafos: um é dedicado aos fotógrafos credenciados por veículos dos países que estão jogando, enquanto os outros dois grupos ficam reservados para profissionais de outras nacionalidades.
“Às 10 horas da manhã, todos os fotógrafos já estão em uma fila virtual no aplicativo. Quando chega sua vez, você tem 45 segundos para escolher sua posição”, explica Tarso.
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