CST da ALMT abre diálogo para destravar produção de água mineral e ampliar geração de empregos em MT


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JB News

Por Nayara Cristina

Empresa de Chapada dos Guimarães opera com apenas 30% da capacidade e aponta burocracia, logística e custos como obstáculos à expansão

A Câmara Setorial Temática (CST) da Mineração da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) ampliou as discussões sobre os desafios enfrentados pelos diferentes segmentos da atividade mineral no estado. Entre as áreas incluídas no debate está a produção de água mineral, setor que possui potencial para atrair investimentos, aumentar a arrecadação e gerar novos empregos.

Criada e presidida pelo deputado estadual Max Russi (Podemos), presidente da ALMT, a CST busca ouvir empresários, especialistas e representantes da cadeia produtiva para identificar entraves e formular propostas capazes de impulsionar o desenvolvimento sustentável da mineração mato-grossense.

Um dos exemplos apresentados foi o da Água Sapoti, empresa familiar instalada em Chapada dos Guimarães, a aproximadamente 70 quilômetros de Cuiabá. O empreendimento é administrado pela médica e empresária Paulete Maria Dossena Grando, ao lado das filhas Letícia e Rafaela.

A história da empresa começou em 1991, quando a família adquiriu uma propriedade localizada a 18 quilômetros da área urbana de Chapada dos Guimarães. No local havia uma cachoeira e, após análises técnicas, foi constatada a existência de água mineral naturalmente fluoretada.

Apesar da descoberta, transformar o recurso natural em atividade econômica exigiu uma longa caminhada. O processo para conseguir autorização para a exploração começou em 2006, mas a indústria entrou efetivamente em funcionamento somente em 2015.

De acordo com Paulete, o período foi marcado por dificuldades relacionadas à burocracia, documentação, análises laboratoriais, infraestrutura e logística. Mesmo depois do início das atividades, segundo ela, os obstáculos continuam surgindo no cotidiano da empresa.

“Temos que ajustar todos os dias, porque, quando você pensa que superou uma questão, surge outra”, relatou a empresária.

Atualmente, a Água Sapoti produz garrafões de 20 litros, copos e embalagens PET, além de comercializar água com e sem gás. A operação mantém cerca de 20 empregos diretos, mas utiliza apenas entre 25% e 30% da capacidade instalada.

Conforme Paulete, caso a empresa conseguisse operar com aproximadamente 75% da estrutura, o número de trabalhadores poderia chegar a cerca de 100. O avanço, entretanto, depende da superação de dificuldades como os elevados custos de transporte e de insumos.

A empresa pretende ampliar a presença da marca no mercado de Mato Grosso e, futuramente, alcançar outros países do Mercosul. Paulete acredita que a aproximação com o Poder Público, por meio da CST, poderá contribuir para a construção de soluções e para a expansão do negócio.

“Apesar de todos os desafios, hoje temos a atenção do Poder Público, que nunca tivemos antes com a CST, e acreditamos que essa oportunidade de diálogo fará a diferença para esse futuro que

 

Fonte Sapoti. Foto: Arquivo Pessoal



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