De rebelde a líder: Como o polêmico capitão Xhaka fez a Suíça pensar grande


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Granit Xhaka chegou para balançar toda essa estrutura. Polêmico, explosivo, não guarda emoções ou mede palavras. Com esta personalidade, virou ídolo e referência. Disputa sua quarta Copa do Mundo e é o único de seu país a balançar as redes em três Mundiais ao lado de Xherdan Shaqiri.

Hoje o capitão está mais maduro, mas ainda apronta das duas. No último amistoso de preparação antes da Copa, no empate entre Suíça e Austrália, ele deu uma bronca pública no time. Após a estreia, no empate por 1 a 1 com o Qatar, nova chamada: “Estavam todos correndo sem rumo”, disse.

Xhaka chegou a ser acusado de criar um ambiente tóxico na seleção. Na segunda rodada da Copa, na goleada sobre Bósnia, ele marcou um gol e respondeu os críticos comemorando fazendo um gesto com as mãos simbolizando “fala muito”.

Apesar da polêmica, o estilo de Xhaka é bem visto na seleção. “Ele quer muito. Ele quer que o time se desenvolva. A Suíça antes se contentava em ser pequena na Copa, era grata pelo lugar que alcançava. Ele mostra coragem para buscar mais”, conta o jornalista Michael Lebmann, do Keystone Sda.

A visão é parecida com a do jornalista Florian Gnaegi, do 20min. “Ele é o maior jogador da história. Tem um impacto grande nos jogadores mais jovens. Ele é líder, é ambicioso. Esta personalidade contagia o time e foi importante para atingirem as quartas de final”, afirmou.

A história de Xhaka é turbulenta desde que ele nasceu. Filho de refugiados do Kosovo, tem uma história de vida marcada pelos conflitos geopolíticos. O pai Ragip Xhaka chegou a ser preso na antiga Iugoslávia por participar de manifestações em defesa dos direitos dos albaneses, foi espancado e expatriado.

No futebol, Xhaka acumulou polêmicas. Um dos episódios mais marcantes foi quando defendia o Arsenal, em 2019. Ao ser substituído sob vaias, perdeu a cabeça, xingou a torcida e ainda jogou a camisa fora. Perdeu a faixa de capitão.





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