Djokovic: “São partidas como essa que me fazem continuar jogando”
Londres (Inglaterra) – A vitória dramática nas quartas de final de Wimbledon trouxe novas marcas para Novak Djokovic, que disputou a partida mais longa de sua carreira no torneio e também o confronto mais extenso da história dessa fase da competição. O heptacampeão precisou de 5h15 para superar o canadense Félix Auger-Aliassime, número 4 do mundo, e chega confiante para a semifinal diante do líder do ranking, Jannik Sinner, atual campeão do torneio.
Djokovic definiu o duelo como um dos mais especiais de sua trajetória em Wimbledon. “Foi emocionante fazer parte de uma partida tão épica, disputada por mais de cinco horas. Sinceramente, foi um dos melhores jogos de que já participei aqui. Não me lembro de ter jogado uma partida tão longa. Talvez a final contra o Federer em 2019 tenha sido parecida pela duração”, afirmou Djokovic após a vitória por 7/6 (12-10), 3/6, 6/3, 6/7 (4-7) e 7/6 (10-4) nesta terça-feira.
“Foi um jogo extremamente equilibrado, que poderia ter terminado para qualquer lado. O Félix jogou em um nível altíssimo, mas baixou um pouco o rendimento no super tiebreak. Aproveitei as oportunidades que apareceram e isso acabou sendo suficiente”, acrescentou o sérvio, que marcou sua segunda vitória em três jogos contra o canadense no circuito.
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Djokovic chegou a ter uma quebra de vantagem no quarto set, mas permitiu o empate e viu o equilíbrio permanecer até o tiebreak do decisivo. “No fim, realmente era um jogo para qualquer um vencer. O placar refletiu isso o tempo todo. São partidas como essa que me fazem continuar jogando tênis. Só queria que fosse uma final, para não precisar me preocupar com a forma como meu corpo vai acordar amanhã. Mas estou muito feliz por ter vencido”.
A partida terminou apenas seis minutos antes do toque de recolher de Wimbledon, às 23h locais, e os dois jogadores deixaram a quadra sob aplausos de pé do público. “A torcida ficou de pé especialmente nos últimos 30 minutos e percebeu como aquele momento era especial, com a gente brigando contra o relógio e o toque de recolher. Tenho muito orgulho de sair vencedor de uma partida assim”, comentou.
Competitivo diante da nova geração
O veterano de 39 anos também valorizou o fato de seguir competitivo diante da nova geração. “Ainda conseguir enfrentar jogadores 15 anos mais jovens e vencê-los em partidas decididas nos mínimos detalhes é, de certa forma, uma boa surpresa. Ao mesmo tempo, sempre tenho as maiores expectativas sobre mim. Sou muito autocrítico, mas também tento aproveitar momentos como este”.
Djokovic agora terá dois dias de preparação antes de reencontrar Sinner. Ainda que o italiano lidere o histórico de confrontos por 6 a 5, o sérvio venceu o duelo mais recente, na semifinal do Australian Open, em janeiro. “Na Austrália eu estava mais descansado, era o primeiro grande torneio da temporada. Agora a situação é diferente, até pela superfície”, avaliou.
“Mesmo assim, é mais uma campanha histórica em Grand Slam. É isso que mais importa para mim. Continuo tentando provar para mim mesmo e para os outros que ainda sou capaz de competir com os melhores do mundo e vencê-los nos maiores palcos. Foi o que fiz na Austrália e é o que estou fazendo aqui”.
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